quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CORDEL LEGAL


A matéria a seguir foi publicada na REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL, edição nº 76, de janeiro de 2012 e trata sobre o Depósito Legal de folhetos na BN. Essa mesma edição traz uma matéria sobre Leandro Gomes de Barros intitulada "O atirador de palavras". Confiram! A revista já está nas bancas:

Cordel legal

É raro um cordelista enviar suas obras para a Biblioteca Nacional, mas uma nova política deverá garantir o aumento do acervo

Alice Melo
2/1/2012
  • Pelo menos um exemplar de cada obra impressa no Brasil deve ser enviado à Biblioteca Nacional pelo responsável por sua publicação. Isto é o que determina uma lei chamada Depósito Legal, sancionada em 2004, que tem o objetivo de preservar a memória nacional. Oito anos se passaram e a norma ainda não funciona muito bem para coleções alimentadas por escritores independentes, como poetas da literatura de cordel. Para se ter uma ideia, a BN tem apenas 2.000 folhetos deste gênero literário no acervo – contra, por exemplo, os 9.000 pertencentes à Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). O número reduzido levou recentemente a instituição a adotar uma política de incentivo ao crescimento da cordeoteca, esperando motivar cordelistas de todo o país a enviar sua produção para o Depósito Legal.

    Esta política se baseia na divulgação da lei na imprensa e na realização de parcerias com instituições que trabalham com este tipo de material. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), que conta com mais de 13.000 folhetos em seu acervo, é um destes casos. No fim do mês, a ABLC doará 1.000 exemplares diferentes à BN. “Eu apoio de coração o crescimento da cordelteca da Biblioteca”, diz Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia e cordelista de longa data. “Mas reconheço que será uma missão difícil, porque em geral, quando o autor descobre que é obrigação dele enviar exemplares para algum lugar, simplesmente vira as costas. Imagine um sertanejo que produz um cordel para ler no fim de semana para os amigos da feira. Veja se ele vai comprar envelope, botar nos Correios e mandar aquilo de graça para o Rio de Janeiro?”. Difícil.
    Quando perguntado sobre a prosperidade do arquivo da ABLC, Gonçalo responde sem papas na língua: “O segredo se chama dinheiro. Compro todos os folhetos com meu salário. Os autores falam um para o outro e acabam me mandando. Se tivéssemos verba para ir de feira em feira no Nordeste, ninguém segurava a gente”. Milena Viana, coordenadora do projeto no Depósito Legal, concorda com Gonçalo e diz que outro fator agravante nesta situação é a falta de pesquisadores no Brasil vinculados à BN, capazes de localizar os autores desse tipo de literatura. (...)

    Leia mais na edição de janeiro (
    www.revistadehistoria.com.br)

A seguir, poema de DALINHA CATUNDA, em prol do Depósito Legal:


BIBLIOTECA NACIONAL
   DEPÓSITO LEGAL
 
I
Cordel não está só nas feiras,
Saiu também do sertão
Assim sendo se espalhou
Por toda nossa nação.
Na boca do violeiro
Vai despontando arteiro
Em rádio e televisão.
II
A grande Biblioteca,
Nomeada Nacional
Vai fazer uma campanha,
Movimento sem igual
Para arrecadar cordel
Pois sabe que é seu papel
Ter bom acervo atual.
III
No depósito Legal,
Ficará sua produção.
Com certeza bem cuidada
Será na repartição.
Ocupando tal espaço
Ela dará novo passo,
Em prol da divulgação.
IV
Feche com esta campanha,
Cordelista Brasileiro,
Mostre que nosso Brasil,
Do cordel hoje é celeiro
Espalhe nossa cultura,
Pois cordel literatura
Está no país inteiro
V
Já fui a Biblioteca
Fazer minha doação.
Daniele Recebeu
Toda minha produção.
Fui muito bem recebida
Estou muito agradecida
Pela total atenção.
VI
Você que escreve cordel,
Aproveite a ocasião.
No depósito legal
Dê sua contribuição,
Pois terá sua memória
Registrada na história,
Que conta nossa nação.
*

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

FRAGMENTOS POÉTICOS


O MARCO CIBERNÉTICO
DO REINO DOS TRÊS MONÓLITOS
Autor:  Arievaldo Viana
 (TRECHOS)


Nos  sertões do Ceará
Há mais de cinco milênios
Havia um reino imponente
Obra de fadas e gênios
Com três castelos vistosos
Quais luminosos poscênios.

Nesse tempo tão distante
O índio selvagem, inculto,
Que habitava essas terras
Um dia avistou um vulto
De uma grande espaçonave
Conduzindo um povo culto.

Vinha de outra galáxia
Aquela grande astronave
Pousou em nosso planeta
A fim de trazer a chave
De grandes conhecimentos
Mas padeceu um entrave.

Os índios ficaram atônitos
Com a súbita aparição
Pois julgavam que Tupã
Vinha no grande clarão
Na sua rude linguagem
Buscavam uma explicação.

Vinham naquela missão
Engenheiros, cientistas,
Sacerdotes, artesãos,
Astrólogos e alquimistas
Matemáticos e geólogos
Poetas e repentistas.

Olhando o povo atrasado
Que habitava o lugar
Com muito zelo e cuidado
Quiseram os ensinar
Mas aquela raça inculta
Nada pôde assimilar.

Exilados neste mundo
Sua tecnologia
Mostrou-se pouco eficaz
E recorreram à magia
Para encantar os três reinos
Que aqui fundaram um dia.

Cristalizaram os castelos
Com tudo que existia
Uma camada de rocha
Fruto de grande magia
A sua esplêndida aparência
Ocultava e revestia.

Três monólitos de pedra
De assombrosa semelhança
Ocultaram os três castelos
Dos quais só resta a lembrança
No verso dos trovadores
Do reino da Esperança.

O enorme conhecimento
Daquela raça suprema
Para as gerações futuras
Será um ditoso tema
Que pretendo revelar
Nos versos do meu poema.

Só numa era futura
Remota e bem distante
Os três reinos encantados
Com seu astral fulgurante
Virão a desencantar
De maneira triunfante.

Ao pé do primeiro reino
Mesmo no sopé do monte
Existe uma pedra estranha
Da cor de um rinoceronte
Da qual jorra sem cessar
Uma maviosa fonte.

É a fonte das Coronhas
De todos bem conhecida
A vegetação nativa
A deixa bem escondida
Mesmo nos anos de seca
Ela é a fonte da vida.

As aves cantam nos galhos
Trina a cigarra na mata
Os cristais resplandescentes
Parecem de ouro e prata
E o olho d’água da fonte
Jorra em suave cascata.

No sopé da cordilheira
Que se ergue abruptamente
O sabiá laranjeira
Canta sublime e plangente
O sol dardeja os seus raios
Tocando a alma da gente.

(...)


Lançamento TUPYNANQUIM EDITORA


Casarão da Fazenda Ouro Preto, próxima ao Serrote dos Três Irmãos, onde o autor viveu até os 10 anos de idade. A casa foi construída por seus avós Manoel Barbosa Lima e Alzira de Sousa Lima, em meados da década de 1950.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

LEANDRO NA REVISTA DE HISTÓRIA

Leandro Gomes de Barros, desenho de Arievaldo Viana

O atirador de palavras

Em seus milhares de folhetos, o cordelista Leandro Gomes de Barros dá voz aos figurantes mudos da História

Francisco Cláudio Alves Marques
2/1/2012

  • De um lado, políticos, oligarcas e coronéis eloquentes; de outro, uma população formada principalmente por analfabetos e despolitizados, que assistiam a tudo em silêncio. Esta é a imagem que a historiografia tradicional costuma transmitir sobre as primeiras décadas da República. Mas, à margem da literatura oficial, havia um discurso contrário ao regime que se formou, como mostram os folhetos satíricos do poeta nordestino Leandro Gomes de Barros (1865–1918). Muitos poetas populares escreveram no período, mas o nome que se destaca é o deste paraibano, pela forma satírica como tratou a realidade política e social.
    Ele nasceu na Fazenda Melancia, em Pombal, Paraíba, e ainda jovem mudou-se para Pernambuco. Morou em Vitória de Santo Antão, Jaboatão e Recife. Na capital, foi pioneiro na produção sistemática de folhetos de cordel. Francisco das Chagas Batista (1882-1930), um dos primeiros editores do gênero, incluiu Leandro entre os chamados “poetas de gabinete”, assim denominados os que escreviam cordel e insistiam em declarar que não eram cantadores ou que jamais participaram de cantorias. O folclorista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) chegou a fazer uma estimativa e tanto sobre Leandro: ele teria publicado “mais de dez mil folhetos, vivendo exclusivamente de sua pena”.
    Apesar da escolaridade precária, Leandro e tantos outros poetas populares eram homens de interesses literários variados e leitores assíduos de mais de um jornal. Sabiam verter para a linguagem do folheto as notícias veiculadas pelos meios de comunicação oficial, de modo que, por intermédio deles, o povo se mantinha informado das sanções impostas pelo governo, das medidas econômicas e das disputas eleitorais que ocorriam em todo o país durante a Primeira República. Ofolheto, conhecido como o “jornal do sertão”, era a única fonte de informação e entretenimento para aqueles que não tinham acesso às revistas ilustradas e aos jornais lidos pela elite letrada. (...)

    Leia mais na edição de janeiro.  (Revista de História da Biblioteca Nacional)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

DEPÓSITO LEGAL NA BN - Parte II


A postagem sobre Depósito Legal de Literatura de Cordel na Biblioteca Nacional foi record de visualizações e de comentários também, pois gerou um interessante debate sobre a iniciativa e também rendeu criticas à forma equivocada com que alguns setores da elite cultural brasileira ainda tratam a chamada poesia popular. O escritor Aderaldo Luciano chamou a atenção para o fato de que os folhetos existentes na BN estão catalogados na seção de MÚSICA. Rosário Pinto, da Biblioteca Amadeu Amaral, da FUNARTE, falou do excelente trabalho realizado naquela instituição, que digitalizou e disponibilizou quase 10 mil folhetos. O poeta Pedro Paulo Paulino lamentou que a Biblioteca Nacional tenha um acervo de folhetos tão pequeno, uma vez que a literatura de cordel existe há 120 anos, pelo menos. Admar Branco foi mais além... falou de um folheto que ele foi deixar pessoalmente na Biblioteca Nacional, com ISBN e ficha catalográfica, que desapareceu misteriosamente das prateleiras da instituição. Finalmente, Moreira de Acopiara falou da necessidade de agregar valores e mobilizar a classe poética em torno da valorização do cordel.
Na postagem de hoje, publicaremos versos do poeta Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC, sobre o Depósito Legal de folhetos na BN:


DEPÓSITO LEGAL

Gonçalo Ferreira da Silva

  
Lei  do DEPÓSITO LEGAL
Há muito tempo em vigor
Permite à Biblioteca
Nacional e o autor
Uma parceria perfeita
E de notável valor.

Enviem seus exemplares
Que aqui serão preservados
Por mãos profissionais
Com dedicação  tratados
E em ambientes próprios
Com mil cuidados guardados.

BN e ABLC
Deram o passo inicial
Fazendo uma parceria
Simplesmente genial
Consolidando de vez
Nosso DEPÓSITO LEGAL.


QUER SABER MAIS? Visite a postagem anterior sobre DEPÓSITO LEGAL NA BN e leia os comentários dos leitores.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

RARIDADE!!!


Mais uma postagem referente ao CENTENÁRIO DO REI DO BAIÃO. Trata-se de uma foto de Januário e Santana, pais de Gonzagão, ele no oito baixos, ela no zabumba, rodeados pelos filhos. Note-se bem o casal LUIZ GONZAGA e HELENA entre os pares dançantes. Zé Gonzaga está de chapéu de couro e parece que estar dançando com uma de suas irmãs...

Filhos de JANUÁRIO e SANTANA

* JOÃO JANUÁRIO (JOCA) : *17/09/1910 e +11/09/1947. Morreu em São Paulo/SP e deixou dois (02) filhos e adotou uma (01) filha.
* LUIZ GONZAGA: *13/12/1912 e +02/08/1989. Morreu em Recife/PE e deixou dois (02) filhos.
* EFIGÊNIA BATISTA (GENI): *15/04/1915 e +23/04/2003. Morreu no Rio de Janeiro/RJ e não teve filhos, mas criou dois (02) filhos.
* SEVERINO JANUÁRIO (SEVERINO JANUÁRIO): *04/10/1918 e +02/07/1988. Morreu no Crato/CE e deixou seis (06) filhos.
* JOSÉ JANUÁRIO (ZÉ GONZAGA): *15/01/1921 e +12/04/2002. Morreu no Rio de Janeiro/RJ e deixou um (01) filho que reside no Rio.
* RAIMUNDA JANUÁRIO (DONA MUNIZ): *25/06/1923 e +22/02/2011. Morreu no Rio de Janeiro/RJ e deixou seis (06) filhos.
* FRANCISCA JANUÁRIO (CHIQUINHA GONZAGA): *11/12/1925 e +15/03/2011. Morreu no Rio de Janeiro/RJ e deixou três (03) filhos e adotou dois (02) filhos.
* MARIA DO SOCORRO (DONA SOCORRO): *15/08/1927 e +02/12/1994. Morreu no Rio de Janeiro/RJ e deixou quatro (04) filhos.
* ALOÍSIO JANUÁRIO (ALOÍSIO): *13/05/1934. e +23/03/1985. Morreu no Rio de Janeiro/RJ e deixou três (03) filhos.

Fonte: http://fabiomota1977.wordpress.com/

Luiz Gonzaga, Januário, Aloísio, Chiquinha, Zé Gonzaga e ....

FRANCISCO DAS CHAGAS BATISTA


Compadre e editor de
Leandro Gomes de Barros

Em 2007 tivemos o prazer de entrevistar o poeta Paulo Nunes Batista, filho do poeta, livreiro e editor paraibano Francisco das Chagas Batista, membro de uma família de inspirados trovadores nordestinos, que tem como tronco Agostinho Nunes da Costa e Hugolino do Sabugi. Como nosso objetivo principal era a biografia de Leandro Gomes de Barros, Paulo nos forneceu detalhes muito interessantes sobre o relacionamento dos dois pioneiros do cordel. Eram compadres duas vezes... Leandro era padrinho de Pedro Werta Batista e Chagas foi padrinho de Julieta (Giovanetta) Gomes de Barros. Nessa interessante postagem do site Itaú Cultural, temos a lista dos filhos de Chagas e Hugolina, pelo ano de nascimento:

FRANCISCO DAS CHAGAS BATISTA nasceu no dia 5 de maio de 1882, na fazenda Riacho Verde, Teixeira, PB. Poeta popular publicou mais de cem folhetos de feira e três livros, dentre os quais destacamos História Completa de Antônio Silvino – sua vida de crimes e seu julgamento (1960), A lira do poeta, Cantadores e poetas populares. Faleceu no dia 26 de janeiro de 1930, na cidade de João Pessoa, PB.
Chagas Batista (Vila do Teixeira PB 1882 - João Pessoa PB 1930) publicou, em 1902, seu primeiro folheto, Saudades do Sertão, em Campina Grande PB. Na década de 1910 trabalhou como carregador de água e lenha e operário da Estrada de Ferro de Alagoa Grande. Por volta de 1911 estabeleceu a livraria Popular Editora, em João Pessoa PB. Em 1929 ocorreu a publicação de seu livro Cantadores e Poetas Populares, pela Editora Batista Irmãos. Entre suas obras poéticas estão os folhetos A Vida de Antonio Silvino (1904), História Completa de Lampeão (1925), As Manhas de um Feiticeiro (1930) e A Escrava Isaura (1930), este último uma versão do romance de Bernardo Guimarães em versos. De acordo com Luís da Câmara Cascudo, "Francisco das Chagas Batista não foi cantador mas um dos mais conhecidos poetas populares. Sua produção abundantíssima forneceu vasto material para a cantoria.”.


NASCIMENTO/MORTE
1882 - Vila do Teixeira PB - 5 de maio
1930 - João Pessoa PB - 26 de janeiro
LOCAIS DE VIDA/VIAGENS
1882/1900 - Vila do Teixeira PB
1900/1909 - Campina Grande PB
1909/1910 - Guarabira PB
1911/1930 - João Pessoa PB
VIDA FAMILIAR
Filiação: Luís de França Batista Ferreira e Cosma Felismina Batista
1909 - Guarabira PB - Casamento com Hugolina Nunes da Costa, filha de seu tio materno, o cantador Ugolino Nunes da Costa
1910 - Guarabira PB - Nascimento do filho Francisco
1911 - João Pessoa PB - Nascimento da filha Hugolina
1912 - João Pessoa PB - Nascimento do filho Luís
1913 - João Pessoa PB - Nascimento da filha Maria das Neves
1914 - João Pessoa PB - Nascimento do filho Pedro Werta
1918 - João Pessoa PB - Nascimento da filha Maria das Dores
1921 - João Pessoa PB - Nascimento da filha Maria Leonor
1923 - João Pessoa PB - Nascimento da filha Maria das Dores Batista Leite
1924 - João Pessoa PB - Nascimento do filho Paulo
1925 - João Pessoa PB - Nascimento do filho Sebastião
1926 - João Pessoa PB - Nascimento do filho João
1927 - João Pessoa PB - Nascimento do filho José Nunes Batista
CONTATOS/INFLUÊNCIAS
Convivência com Leandro Gomes de Barros
ATIVIDADES LITERÁRIAS/CULTURAIS
1902 - Campina Grande PB - Publicação do primeiro folheto, Saudades do Sertão
1929 - João Pessoa PB - Publicação do livro Cantadores e Poetas Populares pela Editora Batista Irmãos
OUTRAS ATIVIDADES
1900/1909c. - Campina Grande PB - Carregador de água e lenha e operário da Estrada de Ferro de Alagoa Grande
1911c. - João Pessoa PB - Estabelecimento da livraria Popular Editora
GÊNEROS
Literatura de Cordel
LEITURAS CRÍTICAS
"Francisco das Chagas Batista não foi cantador mas um dos mais conhecidos poetas populares. Sua produção abundantíssima forneceu vasto material para a cantoria. A gesta de Antônio Silvino possuiu em Chagas Batista um dos melhores e decisivos elementos. Divulgou em versos a Escrava Isaura (Escrava Heróica), e um resumo do Quo Vadis? (O Amor e a Virtude), além de dezenas e dezenas de folhetos comentando os principais acontecimentos de sua época."
Cascudo, Luís da Câmara [1939]. Resumo biográfico dos cantadores: Francisco das Chagas Batista. In: ___. Vaqueiros e cantadores. p.325.
FONTES DE PESQUISA
CASCUDO, Luís da Câmara. Resumo biográfico dos cantadores: Francisco das Chagas Batista. In: ___. Vaqueiros e cantadores. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1984. p.325-326. (Reconquista do Brasil. Nova série, 81).
LITERATURA popular em verso: antologia: Francisco das Chagas Batista. Apres. Homero Senna. Notícia biobibliográfica Sebastião Nunes Batista. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1977. v.4.
ICONOGRAFIA
BATISTA, Chagas. A escrava Isaura. Rio de Janeiro: Ed. Ged., s.d. Capa do folheto.
Literatura popular em verso, op. cit., p.9, p.35.

Fonte: Instituto Itaú Cultural

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CORDEL EM PORTO ALEGRE

Literatura de Cordel auxilia na Educação escolas


Autor defende projeto para que o cordel passe a ser utilizado nas escolas


Arievaldo Vianna e Jô Oliveira

Feita de rimas, versos e um jeito muito rico de contar as histórias, a literatura de cordel vem ocupando espaços como ferramenta auxiliar na Educação e contribuindo para a criança ou o estudante tomar gosto pela leitura.

Se no Nordeste o Cordel é degustado como pão, lido nas casas a dezenas de ouvintes e responsável por fazer muita gente aprender a ler para decifrar as histórias, no Rio Grande do Sul é recém-chegado, mas bem trazido por Arievaldo Viana, que esteve na 57 Feira do Livro da Capital.

O autor de "Acorda Cordel na Sala de Aula - a Literatura Popular como Ferramenta Auxiliar na Educação" defende projeto nacional para que o cordel passe a ser utilizado nas escolas.




Para tanto, viaja, espalha a ideia, já se encontrou oficialmente com o ex-presidente Lula e desde o ano passado vem a Porto Alegre trazido principalmente pelo projeto de Adaptação em Cordel da obra de Simões Lopes Neto, editado pela Corag.

Escrito por Viana com ilustrações de Jô Oliveira, desta vez chegam dois novos folhetos: "Romualdo Entre os Bugios" e "Quintas de São Romualdo". Neles, o gaúcho Simões Lopes Neto oferece os "Casos de Romualdo" a Viana, com pedido que ele faça cordel da prosa.

Encomenda aceita e trabalhada, agora as crianças ganham as histórias de Lopes repletas de sonoridade, harmonia, cadência e maneira leve e faceira de contar as fábulas de amor e de fé, os gracejos, as aventuras e os duelos escritos nos folhetos de oitavo de página.

Depois de ter contato com o cordel, Viana leu seu primeiro livro: o clássico "Iracema", do escritor José de Alencar.

LINK PARA O JORNAL: