sábado, 15 de setembro de 2018

NOTÍCIA DO IPHAN



Cordelista e folheteiro Jesus Sindeaux

Literatura de Cordel pode se tornar Patrimônio Cultural do Brasil

Entre versos, rimas e cantoria, a Literatura de Cordel é uma expressão cultural popular que abrange não apenas as letras, mas também a música e a ilustração. É um gênero literário, veículo de comunicação, ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Poetas, declamadores, editores, ilustradores (desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores) e folheteiros (como são conhecidos os vendedores de livros) podem entrar na torcida, pois agora a Literatura de Cordel pode ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações. Hoje, circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos estes estados é possível encontrar esta expressão cultural, que revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados.


Poeta Lucas Evangelista, um dos mais antigos no ramo


A Literatura de Cordel no Brasil é o resultado de uma série de práticas culturais em que os cantos e os contos – e suas variantes – constituem as matrizes a partir das quais uma série de formas de expressão se forjou. Na formação da cultura brasileira, da qual a literatura de cordel faz parte, tanto indígenas quanto africanos e portugueses adicionaram práticas de transmissão oral de suas cosmologias, de seus contos, de suas canções. A questão da harmonia sonora é muito ressaltada pelos poetas. Além das razões estéticas, há uma explicação histórica para isso. No início do século XX, quando a literatura de cordel se consolidou como um sistema editorial próprio, os poetas desenvolveram um modo particular de comercializar seus livros nos mercados e feiras livres. Carregavam consigo os exemplares e montavam uma banca em que os folhetos eram exibidos (por esse motivo os poetas da literatura de cordel também são chamados de poetas de bancada). Para atrair curiosos e compradores, os poetas costumavam cantar em voz alta trechos dos poemas, contando dramas, tragédias, romances e sátiras. No momento mais importante da narrativa – quando o desfecho da história de aproximava – o canto era interrompido e o final da história só poderia ser conhecido por aqueles que comprassem o folheto. Assim, a métrica perfeita era a condição para que o poeta pudesse exercer sua performance com maestria diante do público.



Literatura de Cordel

Na região do Pajeú (sertão de Pernambuco), a declamação ainda hoje é praticada cotidianamente pela população. Atualmente, os declamadores gravam suas performances em discos e vídeos que são comercializados em festivais e feiras de literatura de cordel. Além da declamação, outro modo particular de jogo verbal se difundiu e se popularizou no Brasil: o desafio – ou peleja – se define como uma disputa oral, em geral entre duas pessoas, cujo objetivo é vencer o adversário por meio do virtuosismo poético diante do público. Além da viola – instrumento mais comum na cantoria –, a rabeca também era utilizada por alguns cantadores.

A literatura de cordel faz parte da vida social dos brasileiros. Ao longo do tempo, por meio das trocas e empréstimos culturais com a música, o cinema, o teatro, as novelas e as redes sociais, se atualizou e se transformou, sem perder a identidade, a originalidade e sua estética própria, particular.


Entrevista com o poeta Natan Marreiro, Canindé-CE


Origens

A literatura de cordel é um gênero poético que resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe. Trata-se de um fenômeno cultural vinculado às narrativas orais (contos e histórias de origem africana, indígena e europeia), à poesia (cantada e declamada) e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses. Os poetas brasileiros no século XIX conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil.



O cordel se inseriu na cultura brasileira em fins do século XIX, forjado como a variação escrita da poesia musicada por duplas de cantadores de viola, de improviso, conhecida como repente. A expressão literatura de cordel não se refere num sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público. No entanto, cada vez mais essa expressão foi sendo associada a um conjunto de edições de baixo custo, adaptações de textos provenientes das mais diversas fontes (obras até então manuscritas, narrativas orais, peças de teatro cômico) destinadas a um número cada vez maior de leitores pouco familiarizados com a escrita e, por esse motivo, diversos procedimentos editoriais foram introduzidos a fim de tornar a leitura mais fácil: diminuição do tamanho da obra ao enxugar o livro por meio do emprego de textos curtos, uso de papel de baixa qualidade e redução dos preços.

Os poetas costumam definir a literatura de cordel como um gênero literário que obrigatoriamente possui três elementos: métrica, rima e oração. Esses três elementos da poética do cordel constituem os fundamentos que precisam ser apropriados por quem deseja produzir um cordel. Ao compor um cordel com métrica, rima e oração, o poeta aciona os resultados de um longo aprendizado, de uma formação que não se obtém na escola, mas a partir do convívio com outros poetas, ou seja, a partir uma tradição coletiva que se transmitiu ao longo de gerações.

FONTE: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/4819

MARCUS LUCENNA n'O GLOBO



O jornal O Globo, no caderno Zona Norte, destaca a canção "Hino da Feira de São Cristovão (Vida retirêra)", composição do poeta MARCUS LUCENNA, gravada com a participação mais que especial de grandes nomes do forró nacional. São eles Neidinha RochaMarcelo Mimoso, Chambinho do Acordeon, Jadiel Guerra de Moura e Adelson Viana.

A foto que ilustra a matéria foi feita por mim, no Festival LULA LIVRE.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

RELEMBRANDO MESTRE ARIANO



A Morte Do Touro Mão-de-Pau
(que preferiu a morte à desonra)
Poema de Ariano Suassuna
(gravação de Antônio Nóbrega)

Corre a Serra Joana Gomes
Galope desesperado:
Um touro se defendendo,
Homens querendo humilhá-lo,
Um touro com sua vida,
Os homens em seus cavalos.

Cortava o gume das pedras
Um bramido angustiado,
Se quebrava nas catingas
Um galope surdo e pardo
E os cascos pretos soavam
Nas pedras de fogo alado,
Enquanto o clarim da morte,
Ao vento seco e queimado,
Na poeira avermelhada
Envolvia os velhos cardos.

Rasgavam a serra bruta
Aboios mal arquejados
E, nas trilhas já cobertas
Pelo pó quente e dourado,
Um gemido de desgraça,
Um gemido angustiado:
- "adeus, lagoa dos velhos!
Adeus, vazante do gado!

Adeus, Serra Joana Gomes
E cacimba do salgado!
O touro só tem a vida:
Os homens têm seus cavalos"!

O galopar recrescia:
Brilhavam ferrões farpados
E algemas de baraúna
Para o touro preparados.
Seu sabino tinha dito:
- "Ele há de vir amarrado"!

Miguel e Antônio Rodrigues,
De guarda-peito e encourados,
Na frente do grupo vinham,
Montados em seus cavalos
De pernas finas, ligeiras,
Ambos de prata arreados.

E, logo à frente, corria
O grande touro marcado,
Manquejando sangue limpo
Nos caminhos mal rasgados,
Cortadas as bravas ancas
Por ferrões ensangüentados.

A serra se despenhava
Nas asas de seus penhascos
E a respiração fogosa
Dos dois fogosos cavalos
Já requeimava, de perto,
As ancas do manco macho.

Quando ele, vendo a desonra,
Tentando subjugá-lo,
Mancando da mão preada
Subiu num rochedo pardo:
Num grito, todos pararam,
Pelo horror paralisados,
Pois sempre, ao rebanho, espanta
Que um touro do nosso gado
Às teias da fama-negra
Prefira o gume do fado.

E mal seus perseguidores
Esbarravam seus cavalos,
Viram o manco selvagem
Saltar do rochedo pardo:
-"adeus, lagoa dos velhos!
Adeus, vazante do gado!

Adeus, Serra Joana Gomes
E cacimba do salgado!
Assim vai-se o touro manco,
Morto mas não desonrado"!

[aboio]

Silêncio. A serra calou-se
No poente ensangüentado.
Calou-se a voz dos aboios,
Cessou o troar dos cascos.
E agora, só, no silêncio
Deste sertão assombrado,
O touro sem sua vida,
Os homens em seus cavalos.


Baseado num poema do poeta potiguar Fabião das Queimadas



Link para youtube: https://www.youtube.com/watch?time_continue=134&v=uYgPzCPQXiU


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

AGENDA


SEGUNDA NOITE DE VIOLA
NO SERTÃO DE CANINDÉ
A noite da próxima sexta-feira, 24/08, não será apenas uma noite atraente de luar no sertão. Será também uma noite de animada cantoria de viola com os grandes poetas repentistas Geraldo Amancio e Antonio Jocélio. É o que promete o promotor do evento, Higino Luís Barros de Mesquita, proprietário da fazenda Riacho do Facão, interior de Canindé, Ceará.
É a segunda grande cantoria que Higino Luís patrocina e convida o público em geral para prestigiar a famosa dupla de violeiros. Antes da apresentação dos cantadores, será feito o lançamento do livro "No tempo da lamparina - Memórias de um menino sertanejo", de autoria do escritor e cordelista cearense Arievaldo Viana.
O anfitrião do evento avisa que a cantoria será no estilo “pé de parede”, como antigamente, com direito a bandeja para coleta dos cantadores, e também a sugestões de motes e pedidos de temas de viola pela plateia. Sintonizado continuamente com o sertão, seus costumes e tradições, Higino Luís mantém-se fiel às suas origens e é um dos maiores entusiastas da cultura popular regional.
O acesso à fazenda Riacho do Facão é feito pela BR-020, sentido Canindé-Boa Viagem. Na localidade de Santa Clara, tem início a estrada vicinal que leva até à fazenda.
Em versos, o poeta Pedro Paulo Paulino também reforça o convite:

Em 24 de agosto,
No Riacho do Facão,
Será grande a cantoria,
Muito improviso e canção,
Com dois grandes cantadores!
Convidamos os senhores
Para essa honrosa atração.

A dupla Antonio Jocélio,
Geraldo Amancio Pereira,
Dois poetas inspirados,
Repentistas de primeira,
A tradição recomenda,
Pois no pátio da fazenda
Vão cantar a noite inteira.

Higino Luiz Mesquita,
“Cabôco” bom do sertão,
É quem faz esse convite,
Com muita satisfação:
Um casal bem nordestino,
Dona Edileuza e Higino,
Será nosso anfitrião.

É este o segundo evento
Nessa fazenda afamada,
Onde a paz e a alegria
Fizeram sua morada.
Dizer isso, nem precisa,
No entanto, Higino avisa
Que lá não se paga nada.

Assim sendo, anote aí
Essa grande cantoria,
Uma noite de luar,
De viola e poesia.
Eu mesmo não vou perder,
Chego quando anoitecer
E só volto no outro dia.


PPP

* * *

CANTORIA PÉ-DE-PAREDE 
E LANÇAMENTO


Novo livro de Arievaldo Vianna será lançado sexta-feira (24/08) em Canindé

O novo livro de Arievaldo Vianna ("No tempo da lamparina - Memórias de um menino sertanejo")  será lançado na próxima sexta-feira, dia 24 de agosto, na Fazenda Riacho do Facão, em Canindé-CE. Na oportunidade, haverá uma grande cantoria “pé-de-parede” com a dupla Geraldo Amâncio e Antônio Jocélio. Essa cantoria, realizada anualmente pelo ex-prefeito Higino Luiz Barros de Mesquita, já é tradicional na região dos Sertões de Canindé. O acesso é pela BR-020 até a localidade de Santa Clara, quando o restante do percurso é feito em estrada vicinal até a fazenda.
O público geralmente ultrapassa uma média de 500 pessoas. Na tradicional cantoria PÉ DE PAREDE, com direito a bandeja, os temas e os motes são dados pela plateia.
O lançamento do livro NO TEMPO DA LAMPARINA - MEMÓRIAS DE UM MENINO SERTANEJO ocorre em ambiente muito apropriado e será logo na abertura da cantoria, por volta de 19h30min.  


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

LANÇAMENTO




Novo livro de Arievaldo Vianna será lançado sexta-feira (24/08) em Canindé

O novo livro de Arievaldo Vianna ("No tempo da lamparina - Memórias de um menino sertanejo")  será lançado na próxima sexta-feira, dia 24 de agosto, na Fazenda Riacho do Facão, em Canindé-CE. Na oportunidade, haverá uma grande cantoria “pé-de-parede” com a dupla Geraldo Amâncio e Antônio Jocélio. Essa cantoria, realizada anualmente pelo ex-prefeito Higino Luiz Barros de Mesquita, já é tradicional na região dos Sertões de Canindé. O acesso é pela BR-020 até a localidade de Santa Clara, quando o restante do percurso é feito em estrada vicinal até a fazenda.
O público geralmente ultrapassa uma média de 500 pessoas. Na tradicional cantoria PÉ DE PAREDE, com direito a bandeja, os temas e os motes são dados pela plateia.
O lançamento do livro NO TEMPO DA LAMPARINA - MEMÓRIAS DE UM MENINO SERTANEJO ocorre em ambiente muito apropriado e será logo na abertura da cantoria, por volta de 19h30min.  

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

CORDEL NA BIENAL DE SÃO PAULO



CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO ESPAÇO "CORDEL E REPENTE" NA 25ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO NESTE LINK:

http://www.bienaldolivrosp.com.br/Programacao/Cordel-e-Repente/



ATIVIDADES QUE CONTARÃO COM A
PARTICIPAÇÃO DE ARIEVALDO VIANNA:

1 - HOMENAGEM A LEANDRO GOMES, CEGO ADERALDO, MESTRE AZULÃO E MANOEL MONTEIRO
03 agosto 2018, 14:00 - 15:30, Cordel e Repente - G100
Palestrantes: Paulo De Tarso, Klévisson Viana, Arievaldo Viana e Marco Haurélio

2 - BATE PAPO DO AUTOR COM O ILUSTRADOR SOBRE O LIVRO " O Pavão Misterioso"
04 agosto 2018, 11:00 - 12:00, Cordel e Repente - G100
Palestrantes: Jô Oliveira e Arievaldo Viana

3 - RODA DE CONVERSA: CINCO LIVROS DO POVO, A IMPORTÂNCIA DOS ESCRITOS DE CÂMARA CASCUDO PARA A HISTÓRIA DO LIVRO E DA LEITURA NAS CAMADAS DITAS POPULARES NO BRASIL.
06 agosto 2018, 14:00 - 15:30, Cordel e Repente - G100
Palestrantes: Arlene Holanda, Arievaldo Viana, Jô Oliveira e Marco Haurélio.



4 - LANÇAMENTO DO LIVRO "SANTANINHA - UM POETA POPULAR NA CAPITAL DO IMPÉRIO" E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

06 agosto 2018, 18:40 - 19:40, Cordel e Repente - G100

Presença dos autores: Arievaldo Vianna e Stélio Torquato Lima.


  
5 - DECLAMAÇÃO DE CORDEL E REPENTE
09 agosto 2018, 13:00 - 13:50, Cordel e Repente - G100
Declamador: Arievaldo Vianna

6 - RODA DE CONVERSA DE CORDELISTAS: A IMPORTÂNCIA DO CORDEL NA ESCOLA
12 agosto 2018, 13:00 - 14:00, Cordel e Repente - G100
Palestrantes: Marco Haurélio, Arievaldo Viana e Paiva Neves

terça-feira, 24 de julho de 2018

FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO



ATENÇÃO! DIA 18 DE AGOSTO, SÁBADO
Na III FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO



Novo livro de ARIEVALDO VIANNA - "No tempo da lamparina - Memórias de um menino sertanejo"

Café Luiz Gonzaga


17h – Lançamento do livro “No Tempo da Lamparina - II Volume de Memórias de um Menino Sertanejo” de Arievaldo Vianna com participação especial do multiartista Gereba Barreto (Salvador/BA)


Palco Leandro Gomes de Barros

18h – Show e lançamento do CD “Marcus Lucenna, na Corte do Rei Luiz” com Marcus Lucenna (Rio de Janeiro/RJ) – Participação especial de Tarcísio Sardinha (Fortaleza/CE) e Adelson Viana (Fortaleza/CE)





FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO CHEGA À TERCEIRA EDIÇÃO NA CAIXA CULTURAL FORTALEZA DE 16 A 19 DE AGOSTO


 Sob a curadoria do cordelista e editor Klévisson Viana, o evento reúne a nata da Literatura do Cordel e expoentes da autêntica Cultura Popular Brasileira


De 16 a 19 de agosto de 2018 a CAIXA Cultural Fortaleza abre espaço para a III Feira do Cordel Brasileiro, na qual cordelistas, pesquisadores, xilogravadores, músicos, repentistas violeiros, emboladores, declamadores, escritores e folheteiros de várias partes do País terão um encontro marcado com todos os públicos interessados pela autêntica cultura brasileira. Com programação 100% gratuita, a feira reúne vários dos principais agentes criativos do gênero.

Serão quatro dias dedicados ao gênero literário do cordel e às artes que com ele têm afinidades. Este ano o evento homenageia dois grandes vultos da cultura nordestina: Luiz Gonzaga - Rei do Baião e o pioneiro do cordel e inspirador de “O Auto da Compadecida”, Leandro Gomes de Barros. Idealizado pelo cordelista, escritor, ilustrador e editor cearense Klévisson Viana, com realização pela AESTROFE – Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará, a Feira do Cordel Brasileiro tem a cada edição encantado um número maior de pessoas.

A III Feira do Cordel Brasileiro traz o mais expressivo dessas linguagens e oferta vasta programação de qualidade e livre a todos os públicos. Vale conferir, trazer familiares, parceiros e amigos para se deixarem encantar pelas artes populares e fazer um passeio imaginário nas asas do pavão misterioso - do clássico em cordel de José Camelo de Melo Rezende ou no tapete mágico em formato de cordel do nosso cartaz, que retrata, numa mistura do Nordeste com as Mil e Uma Noites, um Aladim sertanejo na xilogravura elaborada pelo artista Eduardo Macedo, uma das revelações do cordel e da gravura popular nos últimos anos.




AMPLA PROGRAMAÇÃO EM QUATRO DIAS
Entre as atrações, o músico-cordelista Beto Brito (parceiro de Zé Ramalho e de Robertinho do Recife); o cantor, compositor, arranjador, letrista e violonista do antigo Grupo Bendegó, Gereba Barreto, e o cordelista e forrozeiro Marcus Lucena, o 'Cantador dos 4 Cantos' que acompanhado por Tarcísio Sardinha e Adelson Viana apresenta o seu mais recente trabalho. Mais uma vez, a presença do icônico cordelista, repentista e sambador Mestre Bule-Bule, que vem lançar o seu novo livro “Orixás em cordel”, em parceria com Klévisson Viana.
Ainda nos destaques das muitas atrações, os excelentes repentistas Zé Viola, Geraldo Amâncio Pereira e Guilherme Nobre, além do grupo folclórico Coco do Iguape; os cordelistas Chico Pedrosa, Vinícius Gregório, Thyelle Dias, Tiago Monteiro, Paola Torres, Olegário Alfredo, Julie Ane Oliveira, Evaristo Geraldo, Lucarocas, Valdecy Alves, Paulo de Tarso, Raul Poeta, Paiva Neves, Stélio Torquato, Rafael Brito, Arievaldo Vianna e Eduardo Macedo, cordelista e xilogravurista criador da imagem que ilustra essa edição da Feira do Cordel Brasileiro. Dentre os pesquisadores, a Feira recebe os brasileiros Rosilene Melo, Marco Haurélio, Bráulio Tavares e o português António de Abreu Freire.
Uma grande novidade será a palestra “Imagens da Ficção Científica no Cordel” com Bráulio Tavares. Conhecido pesquisador dessas duas formas literárias, Bráulio usará folhetos clássicos e contemporâneos para mostrar como cordelistas brasileiros versam sobre o tema, exibindo folhetos que abordam a viagem interplanetária, robôs-transformers, alienígenas, seres mutantes, entre outros elementos que explicitam a identificação entre as duas “literaturas da imaginação”.
Além dos shows, recitais e palestras, a Feira promove lançamentos literários, como também a exposição de obras raras e a venda de folhetos de cordel, livros, camisetas e CDs referenciais.

Oficina:
Também estarão abertas aos interessados a participação nas oficinas de xilogravura e de cordel, cujas inscrições vão de 07 a 15 de agosto de 2018, por meio dos emails encenaproducoes@gmail.com e aestrofe@gmail.com ou pelo telefone (85) 3023-3064. Cada oficina terá limite de 20 vagas.

* Mais informações também na página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/IIIFeiradoCordelBrasileiro 



MANIFESTAÇÃO LITERÁRIA
O Ceará se perpetua como o maior pólo produtor de Literatura de Cordel desde os longínquos tempos da Tipografia São Francisco, em Juazeiro do Norte, posteriormente rebatizada de Lira Nordestina. A partir da década de 1990, essa produção se acentuou na capital do Estado, sobretudo após surgirem associações de poetas, trovadores e folheteiros, tais como o Centro Cultural dos Cordelistas do Nordeste (CECORDEL), a Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (AESTROFE), entre outras, além da consolidada casa editorial Tupynanquim Editora e da Cordelaria Flor da Serra.

Apesar do linguajar simples e informal, a literatura de cordel é, hoje, revista como importante manifestação literária, pois é compreendida como uma das nossas primeiras manifestações poéticas em língua portuguesa, tendo origem na produção oral trovadoresca. Neste sentido, a literatura de cordel é cada vez mais aceita e estudada pelas academias, e já possui a Academia Brasileira de Cordel, fundada em 07 de setembro de 1988 com sede no Rio de Janeiro.

A III Feira do Cordel Brasileiro, de 16 a 19 de agosto de 2018 na CAIXA Cultural Fortaleza, é uma iniciativa da AESTROFE (Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará) com patrocínio da CAIXA Econômica Federal e do Governo Federal, junto ao apoio cultural da Tupynanquim Editora, Cariri Filmes, Editora Imeph, Programa A Hora do Rei do Baião e da Premius Editora..


Programação:
Teatro
14h – Solenidade de abertura com a presença dos mestres do cordel e da cantoria | Apresentação “A Saga de um vaqueiro” - Escola José Antão de Alencar Neto (Pio IX/PI)
15h – Mesa “Literatura Popular, na escola, tem lugar” com o pesquisador Arievaldo Viana (Caucaia/CE) e os professores Stélio Torquato (Fortaleza/CE) e Paiva Neves (Fortaleza/CE) – Mediação: Professor Carlos Dantas(Fortaleza/CE)

Café Luiz Gonzaga
17h – Lançamento do livro no “Tempo que os bichos estudavam” de Paulo de Tarso, o poeta de Tauá (Fortaleza/CE)

Palco Leandro Gomes de Barros
17h30 – Recital com Raul Poeta (Juazeiro do Norte/CE), Rafael Brito(Fortaleza/CE) e Pedro Paulo Paulino (Canindé/CE)
18h10 – Show interativo de voz e violão “Cante lá que eu toco cá” com o Mestre Gereba Barreto (Salvador/BA)           
19h10 – Cantoria com o Mestre Geraldo Amâncio Pereira (Fortaleza/CE) e Guilherme Nobre (Fortaleza/CE).
20h – Recital com o mestre Chico Pedrosa (Olinda/PE)
20h30 – Show com o rabequeiro e cordelista Beto Brito e Banda (João Pessoa /PB)

DIA 17 de Agosto (Sexta-feira)

Sala de Ensaio
14h – Oficina de xilogravura com os mestres João Pedro de Juazeiro (Fortaleza/CE) e Francorli (Juazeiro do Norte/CE)

Teatro
15h – Aula-espetáculo “Imagens da Ficção Científica no Cordel” com o escritor, compositor e estudioso Braulio Tavares (Rio de Janeiro/RJ)

Café Luiz Gonzaga
16h20 – Lançamento dos livros “Rapunzel em Cordel” e “A onça com o bode” de Sergio Magalhães e Kátia Castelo Branco (CE)

Palco Leandro Gomes de Barros
17h – Recital com os poetas Evaristo Geraldo da Silva (Alto Santo/CE), Julie Oliveira (Fortaleza/CE), Lucarocas (Fortaleza/CE), Antônio Marcos Bandeira (Fortaleza/CE) e Ivonete Morais (Fortaleza/CE)

Café Luiz Gonzaga
18h – Lançamento do livro em cordel “Andei por Aí - Narrativas de uma Médica em Busca da Medicina (2ª edição - revista e ampliada)”, de Paola Tôrres (Fortaleza/CE) 

Palco Leandro Gomes de Barros
18h20 – Apresentação musical de Paola Tôrres (Fortaleza/CE)   
19h – Recital com o mestre Chico Pedrosa (Olinda/PE) e Rafael Brito (Fortaleza/CE), com participação especial do cordelista Beto Brito (João Pessoa/PB)

Café Luiz Gonzaga
20h – Lançamento do livro “Orixás em Cordel”, do Mestre Bule-Bule (Camaçari/BA) e de Klévisson Viana (Fortaleza/CE)
20h20 – “Chulas, Sambas e Licutixos” com o mestre Bule-Bule (Camaçari/BA)

Dia 18 de agosto (Sábado)
Sala de Ensaio
14 – Oficina de cordel com Rouxinol do Rinaré (Fortaleza/CE)
Teatro
15 – Mesa “Cordel – Memória e Contemporaneidade” com a pesquisadora do IPHAN Rosilene Melo (São Paulo/SP), o cineasta Rosemberg Cariri (Fortaleza/CE) e o advogado, documentarista e cordelista Valdecy Alves (Senador Pompeu/CE) e o jornalista Alberto Perdigão. Mediação: Cordelista Eduardo Macedo (Fortaleza/CE)

Café Luiz Gonzaga
17h – Lançamento do livro “No Tempo da Lamparina” de Arievaldo Viana (Caucaia/CE) com participação especial do multiartista Gereba Barreto (Salvador/BA)




Palco Leandro Gomes de Barros
17h40 – Recital com o garotinho Moisés Marinho (Mossoró – RN)
18h – Show e lançamento do CD “Marcus Lucenna, na Corte do Rei Luiz” com Marcus Lucenna (Rio de Janeiro/RJ) – Participação especial de Tarcísio Sardinha (Fortaleza/CE) e Adelson Viana (Fortaleza/CE)

Café Luiz Gonzaga
19h – Lançamento do livro “Poesia em gotas diárias” de autoria de Padre Tula (Edições Karuá)

Palco Leandro Gomes de Barros
19h30 – Declamação com o mestre Chico Pedrosa (Olinda/PE)
20h – Cantoria com Zé Maria de Fortaleza e Tião Simpatia.
20h40 – Apresentação com os Mestres Bule-Bule e Gereba Barreto
DIA 19 (Domingo)
Teatro
14h – Mesa “Cordel Brasil-Portugal: o fio que nos conecta” com os pesquisadores Marco Haurélio (São Paulo/SP) e António de Abreu Freire (Portugal). Mediação: Professor Oswald Barroso (Fortaleza/CE)
Café Luiz Gonzaga
16h –  Lançamento dos cordéis “As histórias das plantas”, “Padagogia do oprimido” de Francisco Paiva Neves (Fortaleza/CE) e do “Amor no tempo de chumbo” por Nando Poeta (Natal/RN)
Palco Leandro Gomes de Barros
16h30 – Recital da despedida com Raul Poeta, Evaristo Geraldo da Silva, Leila Freitas, Arievaldo Viana, Bule-Bule, Lucarocas e Chico Pedrosa
17h30 – Canções de viola com o mestre Zé Viola (Teresina/ PI)
Pátio externo
18h30 – Coco do Iguape (Iguape/CE)

EXPOSITORES:

  1. ABLC (Rio de Janeiro/RJ)
  2. AESTROFE (Fortaleza/CE)
  3. Arievaldo Viana (Caucaia/CE)
  4. Beto Brito (João Pessoa/PB)
  5. CECORDEL (Fortaleza/CE)
  6. Chico Pedrosa (Olinda/PE)
  7. Cordelaria Flor da Serra (Fortaleza/CE)
  8. Edições Patabego (Tauá/CE)
  9. Editora Coqueiro (Olinda/PE)
  10. Eduardo Macedo (Fortaleza/CE)
  11. Evaristo Geraldo da Silva (Alto Santo/CE)
  12. Francisco Melchiades (Fortaleza/CE)
  13. Francorli (Juazeiro do Norte/CE)
  14. Geraldo Amâncio (Fortaleza/CE)
  15. Guilherme Nobre (Fortaleza/CE)
  16. Instituto Roda da Vida (Fortaleza/SP)
  17. João Pedro do Juazeiro (Fortaleza/CE)
  18. Jotabê (Fortaleza/CE)
  19. Leila Freitas (Acopiara/CE)
  20. Lucarocas (Fortaleza/CE)
  21. Nando Poeta (Natal/RN)
  22. Nonato Araújo/ Ivonete Morais (Fortaleza/CE)
  23. Olegário Alfredo (Belo Horizonte/MG)
  24. Rouxinol do Rinaré (Fortaleza/CE)
  25. Valentina Monteiro (Campina Grande/PB)
  26. Tupynanquim Editora (Fortaleza/CE)


Serviço:
III FEIRA DO CORDEL BRASILEIRO
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema

Data: De 16 a 19 de agosto de 2018
Horários: Quinta a sábado: 14 às 21h | Domingo: 14 às 19h
Classificação indicativa: Livre

GRATUITO
Paraciclo disponível no pátio interno

Atendimento à imprensa:
Helena Félix – 
(085) 99993-4920 / pontualcomunicacao@gmail.com
Kiko Bloc-Boris – 
(085) 98892-1195 / kikobb@gmail.com
Isabelle Vieira - (85) 98871.4139 / vieira.aisabelle@gmail.com 

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Fortaleza (CE):
Camilla Lima – (85) 98642-3336| camilla.jornalismo@gmail.com
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