quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MOTE DE MARCONDES TAVARES



Um fogão cheio de brasa
Cabaça no pé dum pote
Pato, peru e capote
Um galo riscando asa
Mãe no terreiro da casa
Jogando "mi" pra galinha
Fumaça bem "azusinha"
Saindo da chaminé
E pai coando o café
Na janela da cozinha.

(Marcondes Tavares Poesias)

Uma cadela parida
Lá debaixo do jirau
E um travesso pica-pau
Dando bicada aguerrida
A rede branca estendida
No centro da camarinha
A mãe cosendo uma linha
Na camisa do José
E o pai coando café
Na janela da cozinha.


(Arievaldo Vianna)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

UM MOTE PRA QUIXADÁ




Esses versos são uma parceria com o poeta Caririzeiro Pedro Nunes Filho, parente do famoso Leandro Gomes de Barros. Pedro encantou-se com as paisagens de Quixadá e teceu esse mote que eu completei na mesma pisada:



PEDRO NUNES FILHO:

Eita recorte bonito
Com terras de aluvião
Na distância um matacão
Desafia o infinito
Não se ouve nenhum grito
Ecoar no abandono
A paisagem dorme um sono
Que não tem noutro lugar
Nas terras do Quixadá
A beleza não tem dono.

O céu com nuvens escuras
Começa a derramar água
O sertanejo sem mágoa
Esquece suas amarguras
Olhando as primícias puras
Que recebe como abono
De Deus sentado no trono
Do Reino do Ceará
Nas terras de Quixadá
Beleza é coisa sem dono.

ARIEVALDO:

A galinha até parece
Que agasalha u’a ninhada
Protegendo a pintarada
Quando o céu se escurece
O mato reza uma prece
Ao Criador, no seu trono
Tudo desperta do sono
Se chove no Ceará...
Nas terras do Quixadá
A beleza não tem dono.

E o forte mandacaru
Candelabro sertanejo
Se sobressai, no ensejo
O pau branco, o mulungu
Paca, mocó, caitetu
No meu verso adiciono
Cada vez mais me apaixono
Pelo sabor do cajá
Nas terras do Quixadá
A beleza não tem dono.




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

DOIS POETAS PELEJANDO



DOIS POETAS PELEJANDO
SOBRE A CAPA DO TOM ZÉ

Autores: Aderaldo Luciano e Arievaldo Vianna

O poeta Aderaldo Luciano costuma postar no facebook capas de discos raros e escrever comentários sobre essas obras, a influência que exerceram sobre o seu gosto musical, sobretudo os que remetem a fatos marcantes de sua juventude. Domingo passado ele nos surpreendeu com essa capa histórica de TOM ZÉ, o disco TODOS OS OLHOS, lançado em 1973.
Eis a história da capa:

“Lançado em 1973, o quarto disco de Tom Zé, Todos os Olhos, traz uma capa que até hoje desperta polêmica. Elaborada segundo sugestão do poeta Décio Pignatari, amigo de Tom Zé, no intuito de afrontar a censura do regime militar brasileiro, a imagem pretende-se uma representação de um olho mediante o equilíbrio de uma bolinha de gude no ânus de uma mulher. A ousadia da capa, uma das mais premiadas da música brasileira, acabou passando desapercebida pelos censores.

Em 2001, quase 200 personalidades da música elegeram-na, na Folha de S.Paulo, a segunda melhor capa da MPB de todos os tempos, ficando atrás apenas do primeiro disco do grupo Secos & Molhados, também lançado em 1973. Em 2003, o disco foi adotado como tema de uma reportagem especial do jornal inglês The Guardian.

A versão inicialmente divulgada com relação à forma como teria sido produzida a capa de Todos os Olhos seria depois desmitificada, mas não completamente inverídica. À época, o escritor Reinaldo de Moraes trabalhava como assistente de estúdio na agência de publicidade E=mc2, que tinha como sócio o poeta concretista Décio Pignatari, autor da ideia da capa do disco de Tom Zé. A foto, encomendada ao estúdio, ficou sob a responsabilidade de Reinaldo, que convidou sua namorada para modelo.”


Foi assim que nasceu o cordel DOIS POETAS PELEJANDO SOBRE A CAPA DO TOM ZÉ

Mostrando a CAPA polêmica
De um LP do Tom Zé
Faz Aderaldo um “mundé”
Com maestria acadêmica
Mas a rima é epidêmica
E sempre estimula o brio;
Um peixe do mesmo rio
Cumprimentou o colega
E logo entrou na refrega
Aceitando o desafio...

ADERALDO:
Nem todo sol é quadrado
Nem todo céu é lilás
Nem toda fumaça é gás
Nem todo mau é olhado
Nem todo pente é dentado
Nem toda sorte é azar
Nem todo canto é cantar
Nem toda faca é sabida
Nem toda cara é lambida
Mas todo cu quer peidar!

ARIEVALDO:
Nem toda crença tem fé
Nem toda pipa tem rabo
Nem todo capeta é diabo
Nem toda cabra diz: - BÉ!
Nem todo TOM é TOM ZÉ
Nem toda praia é do mar
Nem toda prenda é do lar
Nem toda bicha faz fila
Nem todo olho é de bila
Para a censura enganar.

ADERALDO
Nem todo fechado abre
Nem todo aberto é sensível
Nem todo olvido é audível
Nem toda dente é de sabre
Nem toda porta entreabre
Nem toda a verdade choca
Nem toda rancho é maloca
Nem todo olho vê tudo
Nem todo calado é mudo
Nem todo milho pipoca

ARIEVALDO
Nem todo plágio é explícito
Nem toda cópia é Xerox
Nem todo creme é NEUTROX
Nem todo conchavo é lícito
Nem todo furto é ilícito
Nem todo cão quer ladrar
Nem todo verbo é AMAR
Nem todo excedente é saldo
Nem todo cego, ADERALDO
Se presta para rimar.

ADERALDO:
Nem tudo que sobe vinga
Nem tudo que desce escorre
Nem todo vivente morre
Nem todo agreste é caatinga
Nem toda agulha é seringa
Nem baldaquino é altar
Nem todo prato é manjar
Klaus Kinski é Fitzcarraldo
Cancão é Arievaldo
Mas todo nu quer mostrar.

ARIEVALDO:
Nem todo projétil é seta
Nem todo torpedo é bala
Nem toda onda me abala
Nem toda obra é completa
Nem todo artista é poeta
Nem todo boteco é bar
Nem toca roca é tear
Nem toda bola é recreio
Nem todo pau dá esteio
Nem todo canto é lugar.

ADERALDO:
Nem todo sino é badalo
Nem todo Buda levita
Nem todo mundo se agita
Nem todo equino é cavalo
Nem todo som é estalo
Nem toda maré é mar
Nem todo voo é planar
Nem todo pau é madeira
Nem toda venda é viseira
Nem todo jogo é de azar.

ARIEVALDO:
Nem toda liga dá cola
Nem toda cola dá grude
Nem todo poço é açude
Nem toda esfera é uma bola
Nem todo pinho é viola
Nem todo pecado é feio
Nem todo ranço é alheio
Às vezes cai na moleira
Nem todo sábado tem feira
Nem todo pau dá esteio.

ADERALDO:
Nem toda mão falta um dedo
Nem todo pé é pé chato
Nem todo conto é relato
Nem todo céu tem segredo
Nem todo grego é aedo
Nem todo sal vai salgar
Nem toda dança é em par
Nem todo Y é forquilha
Nem todo zíper é braguilha
Nem todo X quer xaxar.

ARIEVALDO:
Nem todo A, altaneiro
Nem todo B é bicada
Nem todo C é caçada
Nem todo D derradeiro
Nem todo E estradeiro
Nem todo F é ferrado
Nem todo G é do gado
Nem todo H é humano
Nem todo I, indiano
Nem todo J é joiado.

ADERALDO:
Nem todo K, Korda e Kant
Nem todo L diz: "Lute!!"
Nem todo M é mamute
Nem todo N é de Nante
Nem todo O oscilante
Nem todo P popular
Nem todo R rimar
Nem todo S se solta
Nem todo T é Travolta
Nem todo U quer uivar.

ARIEVALDO:
Nem todo L é lameiro
Nem todo M é motivo
Nem todo N é nocivo
Nem todo O é obreiro
Nem todo P é peixeiro
Nem todo Q é quinado
Nem todo R é Rasgado
Nem todo S é saudoso
Nem todo T é travoso
Nem todo U, ungulado.

Nesse ponto da peleja, os poetas descobriram o seguinte: ADERALDO esqueceu a letra “Q” e ARIEVALDO a letra “K”, razão pela qual resolvemos postar as duas estrofes que saíram simultaneamente.

ARIEVALDO:
Varrendo na letra V
Por não ver o desafio
Pegando o K por um fio
E o W digo a você
O Y do yê yê yê
Bem americanizado
O Z me deixa zerado
Na linha do alfabeto
Poeta há de ser completo
No alfabeto versejado.

ADERALDO:
Pulei o Q de Quram
Nem todo V virulento
Nem todo X xexelento
Nem todo W é de Wan
Y Yves Saint-Laurent
Nem todo Z é Zohar
O alfabeto é o lar
Que expulsou o Ç
Recarrega sua pilha
Mas me deixe terminar!

ARIEVALDO:
Terminaste o alfabeto
Que se usa no Brasil
Porém se usava o TIL
Para tê-lo mais completo
Nosso poema é correto
Cada qual toque seus banjos
Peça a beleza aos arcanjos
Defendendo a sua parte
E pedindo ENGENHO e ARTE
Ao mestre AUGUSTO DOS ANJOS.



sábado, 12 de novembro de 2016

A ZUADA DA MUTUCA

"Quem não lê, mal vê e mal escuta", já dizia Lucas Evangelista
Foto: Raimundo Cândido - Ribeira do Poti


Véi  Lucas Evangelista
Menestrel da Calambanha
Me disse cheio de manha
Que jamais saiu da pista
Não quer saber de GOLPISTA
Nem dessa mídia maluca
Com seu talento cutuca
Quem vive a nos explorar
E não quer mais escutar

A ZUADA DA MUTUCA!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Relembrando MESTRE AZULÃO

Palmeirinha e Azulão, dupla de fibra que fez
história no Rio de Janeiro.

ARIBU

Dentre os “finados” de que hoje me lembrei, um em especial me despertou boas risadas... O inesquecível MESTRE AZULÃO.



Era o mestre Azulão (o poeta paraibano José João dos Santos) quem me contava essa deliciosa anedota, com sua prosa fácil, encantadora e verve aguçada. 

O 'causo' refere-se a um sujeito do brejo paraibano, chamado Ari – e por conta de ser meu xará é que ele me contou isso umas cinco ou seis vezes, morrendo de rir.

Segundo o Azulão, o  cabra era morto de preguiça e totalmente despreocupado com o futuro da prole. Pai de uma récua de filhos, passava as tardes sentado num banco de aroeira, suspenso por duas forquilhas, posto à frente do casebre de taipa, dedilhando uma viola velha e desafinada, com pretensões de cantador. Num extremo da cerca, onde haviam jogado um gato morto, baixou um urubu. Um dos pequeninos, admirados de ver um bicho daqueles assim de perto, exclamou:

— Pía, pai! Olha acolá, um ARIBU.

— Olha acolá o quê, menino?!

— Um ARIBU, pai...


O sujeito meio agastado, segurou o braço da viola bruscamente, parando a toada e, em tom professoral, explicou:

— ARI, não, meu filho! Aribu não! ARI é seu pai. A pessoa que lhe deu a vida, que lhe gerou e  lhe sustenta com tudo que há de bom e de melhor! Aquele peste acolá é um URUBU. Um bicho nojento, asqueroso, fedorento, que vive unicamente de comer carniça, de remexer nos monturos, de beliscar coisa podre, de meter o bico aonde não deve... Ari... Ari é seu pai, meu filho!


 Zé Maria, Azulão, Arievaldo e Geraldo Amâncio.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

DIA DE SÃO NUNCA




Hoje, 01 de novembro, é o DIA DE TODOS OS SANTOS.
Dizem que um sujeito velhaco comprou um garrote fiado a um vizinho sem a menor intenção de pagar. Depois do bicho  laçado e já fora do curral, o sujeito montou-se em seu cavalo, tangeu o novilhote e ainda teve a cara de pau de dizer:
- Compadre, este daqui eu só lhe pago dia de SÃO NUNCA.
- Não tem problema, compadre. Pode levar o garrote. - Respondeu o compadre sem se alterar.


Passou-se o tempo.
Quando foi dia de TODOS OS SANTOS o compadre dono do garrote amanheceu o dia na porta do velhaco:
- Vim buscar o dinheiro que você me deve...
- Que dinheiro?
- O dinheiro do garrote. Hoje é Dia de Todos os Santos e São Nunca, com toda certeza, deve estar no meio.
E foi assim que conseguiu arrancar o dinheiro do finório.

(De "Os contos do Policarpo")

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

VIVA BELCHIOR!



OS 70 ANOS DE BELCHIOR EM CORDEL


Um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, gravado por Roberto Carlos, Elis Regina, Jair Rodrigues, Antônio Marcos, Ney Matogrosso, Maria Rita, Raimundo Fagner e outros medalhões da música brasileira está “desaparecido” há mais de cinco anos e já foi alvo de reportagens do programa ‘Fantástico’, da Rede Globo de Televisão e outros programas de TV. Estamos falando do cearense BELCHIOR (Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenele Fernandes), sobralense nascido aos 26 de outubro de 1946.
Durante esse período do “sumiço” do Bel, como é chamado carinhosamente pelos amigos de sua geração, travei uma sólida amizade com o músico piauiense Jorge Mello, o seu principal parceiro em mais de 20 composições. Eles começaram a carreira juntos, nos programas da TV Ceará e partiram para o Sudeste no começo da década de 1970. Chegaram a dividir a mesma “quitinete”, enquanto aguardavam ventos favoráveis para gravação dos primeiros trabalhos.
Jorge Mello é um cara muito organizado. Guarda todas as reportagens do período, depoimentos, gravações de programas de rádio e TV, cartazes e ingressos de shows e pretende escrever um livro sobre os artistas de sua geração, o chamado “Pessoal do Ceará”.
Jorge mora em São Paulo e passa a maior parte do tempo compondo, escrevendo ou desenhando num sítio que possui no interior paulista. O seu fabuloso acervo é frequentemente consultado por jornalistas, pesquisadores e também por estudantes que realizam pesquisas de mestrado e doutorado.
Ultimamente eu e Jorge Mello trabalhamos na produção de um folheto de cordel homenageando o grande compositor cearense. E, por que um cordel? Por vários fatores. Primeiro porque Jorge Mello é cordelista e repentista de talento. Segundo porque o próprio Belchior admite que suas maiores influências como músico foram os poetas e cantadores de feira.
Assim sendo, Jorge convidou-me para escrever esse trabalho em parceria e foi assim que nasceu o folheto “Peleja de um TROVADOR ELETRÔNICO com o ROBÔ GOLIARDO” dois personagens que aparecem em composições de Jorge Mello e Belchior. Eis alguns trechos do trabalho, ainda inédito:



HOMENAGEM A BELCHIOR – A INCRÍVEL PELEJA
DO TROVADOR ELETRÔNICO COM O ROBÔ GOLIARDO
Autores: Arievaldo Vianna e Jorge Mello



ARI - Vinda das constelações
Do espaço sideral
Uma estrela fulgurante
Clareou o meu quintal
Num instante de magia
Derramando poesia
E melhorando o astral.

E foi quem trouxe a notícia
Que para nós tem valor
Falando do paradeiro
De um genial trovador
Um repentista inspirado
Compositor renomado
Que se chama BELCHIOR.

JM - Sou feito do aço forte
Do aço bom de martelo
Também um compositor
Sou um poeta no prelo
E meu rebanho apascento...
Agora me apresento:
Eu me chamo Jorge Mello.

Meu filho ainda pequeno
Por muitas vezes dizia,
Em conversas de garotos,
Alunos da academia,
Falando de meu trabalho
Dos repentes que espalho
E a sua filosofia:

“Meu velho pai  já sabia
Toda  a batida do rock.
E a sua sabedoria
É cria de Woodistock.
Que a tal batida recria...
É,  que seu olho já via
Como enxergava  Sherlock.”

Tudo porque minha obra
Fundiu-se a de Belchior.
Esse poeta maior!
E grande compositor...
Então, por estas razões
Criamos muitas canções
Obras de muito valor.

“O som do alto-falante,
Rolava e me dava um toque.”
É o Trovador Eletrônico
Aqui berrando seu roque.
É o Robô Goliardo!
Eu nunca falho nem tardo
Mostrando  rock do estoque.

ARI - Feito bala de bodoque
A minha rima é certeira
Da arte de Zé Pacheco
A minha lira é herdeira
Sou poeta e menestrel
Nasci pra fazer cordel
E cantar no meio da feira.

Abrindo larga clareira
O meu estro sempre emana
Vou cantar com Jorge Mello
Poeta que não se engana
E também bebe cerveja
E topa nessa peleja
ARIEVALDO VIANNA.

 Como Poe, poeta louco
Eu pergunto ao passarinho:
E as velas do Mucuripe?
E o meu paletó de linho?
Black bird me responde
O passado nada esconde
Estás melhor que o vinho!

Mudando agora a toada
Novo caminho eu revelo
Chamo o Robô Goliardo
(E o bardo Jorge Mello)
A fim de mostrar seu dote
Cantando em cima do mote
Nos dez pés de um martelo.

D E C I M A S:

ARI  - Jorge Melo eu agora de previno
Pra mudar o estilo da toada
Preste bem atenção meu camarada
Na pisada do verso cristalino
Eu já sei que também és nordestino
E que sabes versejar com maestria
Nos segredos da velha cantoria
És um sol que rebrilha no quintal...
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia!

JM - O talento é igual ao diamante
Não tem brilho, nem cor sem o trabalho
Vem da força da terra no cascalho
Só então o carvão fica brilhante.
Poetar é um pouco desse instante...
Quando ferve a palavra em agonia
Sai  a joia que só o poeta cria.
Escrever é o gozo triunfal...
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia!

ARI – Se “El Condor” desliza sobre os Andes
E esparrama suas asas sobre nós
É preciso que se cante e solte a voz
Na toada da viola que expandes
Não se pode olvidar a obra dos grandes
Trovadores que divulgam a cantoria
Se agora estou por fora, um novo dia,
Vai surgir para afugentar o mal
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia!

JM - Muito embora eu pareça um guerreiro
De origem  até de outro planeta
Tenho a força do rabo do capeta
Sou da terra, como é qualquer vaqueiro.
O futuro tá aí meu companheiro
Revelando o segredo da magia
Vim pra ver e cantar sabedoria
De origem até medieval
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia.


(...)