segunda-feira, 15 de julho de 2013

POLÊMICA BENÉFICA

 
 
Ontem a noite, passeando pelo facebook, deparei com uma postagem do meu parente e amigo virtual ORLANDO PATRICIO, a favor da pena de morte para políticos corruptos. Não houve uma discussão no sentido lato do termo, houve um debate educado no qual surgiu a frase: DO MUNDO EU SÓ QUERO A VIDA. Depois de ter dito isso, vi que o mote poderia render um poema simples, casual e despretencioso. Ei-lo, com muito orgulho, pois saiu acima da medida que eu desejava, coisa muito rara de acontecer no mundo da poesia:


DO MUNDO EU SÓ QUERO A VIDA

Dedicado a Orlando Patrício de Almeida, que involuntariamente deu o mote.
 

Do mundo eu só quero a vida:
Da abelha eu só quero o mel
Da poesia o CORDEL
Da rede quero a dormida
(Com minha esposa querida
Eu quero sexo também!)
De mil eu só quero cem
Do milho eu quero a pamonha
Do homem quero a vergonha
Cada qual dá o que tem.
 

Da Ciência a descoberta
Que nos traga algum progresso
Pois ninguém quer retrocesso
Nem morrer de boca aberta
Por isso é que vivo alerta
De todos quero a verdade
Dos pais eu quero a bondade
Cada qual dá o que tem
Difícil é querer também
Do político, honestidade.

 
Eu quero a música do disco
De um cantor que me agrada
Do FUNK eu não quero nada
Valei-me, meu São Francisco
Não quero correr o risco!
Do mar eu quero o segredo
Do romance o seu enredo
Da mulher, sinceridade
Eu quero PAZ na cidade
Pois vivo sempre com medo.
 

Do dia eu quero a aurora
Da noite quero o sossego
Do trabalho eu quero emprego
(Que ninguém me mande embora)
Jesus e Nossa Senhora
Protegendo a minha lida
Não quero coisa perdida
Nada que não me pertença
Nem que valente me vença
Quero DEUS na minha VIDA.

 
Eu não quero as ilusões
De uma vida passageira
E nem dar crença a besteira
No torpe mar dos senões
Eu não desejo os porões
Da terrível ditadura
Dos filhos quero a doçura
E dos parentes, respeito
A vida assim desse jeito
Honra qualquer criatura.
 

Do Santo espero o milagre
Do sábio a filosofia
Do trovador, cantoria,
Ou algo que o consagre
Do açude, não quero bagre
Quero da escola o estudo
Da garrafa, o conteúdo
Se a bebida for boa
Do cantador quero a loa
Mas de DEUS eu quero TUDO!


Arievaldo Viana Lima – 15 de julho de 2013.

Um comentário:

  1. José Paulo Ribeiro15 de julho de 2013 19:12

    Realmente muito inspirado, compadre. Meus parabéns. Que Deus o ilumine sempre.

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