sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ACORDA CORDEL EM BOA VIAGEM-CE



A convite do prefeito Fernando Assef e da Secretária de Educação e Cultura professora Lucirene Castelo Branco realizamos oficina de capacitação do projeto Acorda Cordel na Sala de Aula para 40 professores da rede municipal de ensino. O aproveitamento foi espetacular. Apesar de ter apenas 08 horas de duração, conseguimos transmitir um pouco da história da literatura de cordel, suas regras básicas, sua influencia nas outras artes (música, cinema, teatro etc) e ainda produzimos um folheto coletivo contando a história do município de Boa Viagem desde a sua fundação até os dias atuais.




UMA CIDADE QUE NASCEU DE UM ROMANCE

Boa Viagem começou de uma grande história de amor... Em meados do século XVIII, o casal Domingues e Agostinha, como no famoso “Romance de Mariquinha e José de Sousa Leão”, teve de fugir para se casar. Levavam em sua companhia apenas uma escrava, ama de leite de Agostinha e eram perseguidos tenazmente por um grupo de jagunços que estava sob o comando do pai da moça. Num dado momento, Domingues teve que deixar a noiva e a criada num local que julgava seguro para ir até certa cidade (uns afirmam que foi Recife, mas é improvável, devido a distância e os meios de transporte da época) para buscar uns documentos a fim de realizar o matrimônio. Quando retornou ao esconderijo, Agostinha estava faminta e assustada e a pobre escrava havia sido devorada por uma onça perigosa.

NOVA FUGA E A PROMESSA REDENTORA

 Fugiram mais uma vez, perseguidos pelo grupo de cangaceiros, até que o cavalo em que viajavam cansou e morreu na beira de uma lagoa... Segundo os historiadores, essa lagoa situava-se no lugar onde hoje encontra-se erguida a igreja matriz de Boa Viagem. A construção da referida capela foi uma promessa de Domingues e Agostinha com Nossa Senhora da Boa Viagem. Foram atendidos, pois uma febre começou a dizimar o grupo perseguidor que acabou desistindo da perseguição. Os detalhes dessa história fantástica estão minuciosamente descritos no folheto coletivo produzido na oficina.

Todos os participantes da oficina receberam um kit contendo o livro ACORDA CORDEL, o CD com 10 faixas (tiragem feita especialmente para esse evento) e caixa com 12 folhetos de vários autores. Fizemos a leitura coletiva do folheto "A intriga do cachorro com o gato" e explicamos a diferença entre CORDEL e POESIA MATUTA. Os professores se encantaram com a declamação do poema "EU E MARIA" do poeta Geraldo Amâncio, que coincidentemente nos ligou no momento da oficina dizendo que estava assistindo entrevista de Arievaldo Viana na TV Cultura.

Destaque para o poeta Toinho, já traquejado na arte do verso, autor de estrofes como esta que veremos a seguir:

"Se eu fosse o presidente
Deste país tropical
Eu baixaria um decreto
De valor fenomenal
4 dias de quaresma
40 de carnaval."

Segundo Toinho, o vigário é que não gostou muito da idéia...

INTERESSADOS EM CONTRATAR UMA OFICINA DO PROJETO ACORDA CORDEL devem entrar em contato conosco através do e-mail:  acordacordel@ig.com




Esse texto também está disponível no site JORNAL DA BESTA FUBANA, coluna MALA DA COBRA, espaço semanal escrito por Arievaldo Viana: http://www.luizberto.com/coluna/mala-da-cobra-arievaldo-vianna

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Eis um folheto que também lembra a história da fundação de Boa Viagem.

Roques Mateus do Rio São Francisco

Literatura de Cordel


Autor: Leandro Gomes de Barros
Categoria: Literatura de Cordel
Formato: .pdf
Tamanho: 1,11 MB
Link: http://www.4shared.com/document/AGiL9p-2/Roques_Mateus_do_Rio_So_Franci.html

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