terça-feira, 27 de setembro de 2011

DEU NA IMPRENSA...

ACORDA CORDEL É DESTAQUE EM JORNAL DE GOIÂNIA-GO





Clique na imagem para AMPLIAR

Por: Raphaela Ferro

Fonte: jornal Tribuna do Planalto, Goiânia-GO – nº 1294

“Quando ainda não havia
O rádio e a televisão
E os jornais não chegavam
Pra toda população
O folheto de Cordel
Era o jornal do Sertão

Lendo folhetos, então
O nosso povo sabia
Lenda de rei e princesa
E fato que acontecia...
Por ser cultura do povo
Inda resiste hoje em dia”

Sim, o Cordel ainda resiste, encantado como toda literatura, e de tão importante virou até nome de novela global. Os versos acima, que destacam a importância desse gênero, são do cordelista cearense Arievaldo Viana, criador do projeto Acorda Cordel na Sala de Aula.
Seu objetivo? Levar esse rico recorte da cultura brasileira às crianças e jovens por meio de palestras e apresentações em escolas. O trabalho inclui também uma caixa de folhetos, que são lidos e trabalhados nas escolas.
E até uma apostila com metodologia de trabalho para o uso do Cordel na Educação foi criada. Nela, Viana explica as origens do gênero, seu desenvolvimento no Brasil, suas regras básicas e como se constrói um folheto.
De tão atrativo, o material se transformou em livro. Com o apoio de algumas prefeituras do Ceará e da Petrobras, virou também um kit, composto por livro, caixa com 12 folhetos e um CD com dez poemas musicados.
O trabalho não ficou restrito ao Nordeste. Viana já levou o projeto às Minas Gerais, Tocantins, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília. “O Cordel não é exclusividade das escolas nordestinas, até porque a arte do trovadorismo está presente no mundo inteiro”, avalia o cordelista.
Não acredita? Viana dá exemplos: o Cordel está também no Cururu de São Paulo, no Calango Mineiro, no Partido Alto, do Rio, nos Gaiteiros gaúchos e também nos peões de rodeio do Cerrado.
“O folheto de Cordel é uma coisa extremamente dinâmica, agradável, de uma leitura muito bonita”. Viana lembra que, quando criança, se esforçou para aprender as letras e juntar as sílabas justamente por conta do desejo de decifrar a mensagem dos folhetos que a avó lia para ele.
Assim também várias crianças nordestinas aprenderam a ler.  É esse entusiasmo com o Cordel que hoje ele tenta passar em suas visitas às escolas.  O cordelista acredita que ter o assunto em sala de aula é importante principalmente no que diz respeito à valorização da legítima cultura brasileira. Mas não pode ser algo obrigatório, alerta ele. “É bom quando há uma empatia tanto por parte do educador quanto dos próprios alunos. E essa empatia só acontece quando o professor sabe realmente o valor daquele texto e sabe explorar as suas possibilidades”.
Só assim, segundo Viana, nasce o interesse no aluno. Artista pernambucano, Cacá Lopes também vê a importância do Cordel na sala de aula.
Ele trabalha há 16 anos com o projeto cultural Cordel nas Escolas, levando informações sobre o assunto para instituições de ensino públicas de São Paulo. Também cordelista, Lopes explica que o o objetivo é aproximar a produção da literatura de Cordel aos projetos de Educação e curriculares.
A iniciativa tem o poder de incentivar a leitura e resgatar uma das mais autênticas expressões culturais do povo brasileiro. “O Cordel, durante muito tempo, foi o principal veículo de comunicação e de aprendizagem da nossa gente sertaneja”, lembra.
Espaço privilegiado

Lopes explica que trabalhar os folhetos como ferramenta pedagógica não é obrigatório para as escolas, mas tem sido prática comum em instituições de ensino de todo o país.
Inclusive nas instituições de Ensino Superior, por causa da importância e do grande valor que o Cordel tem na Educação. “Escolas e universidades ressaltam o valor cultural de rica variedade temática desse recurso literário”.
Viana comenta que há várias maneiras para se trabalhar o Cordel em sala de aula. Ele propõe que, inicialmente, a melhor proposta é ler um folheto em voz alta. Primeiro o professor, depois os alunos. “A partir daí, as crianças vão adquirindo intimidade com o texto”.
Com mais conhecimento sobre o assunto, os estudantes usarão o Cordel como qualquer outro material paradidático: apresentações teatrais, ilustrações baseadas no texto, questionários, debates sobre os temas apresentados, etc.
Outra boa iniciativa é formar uma Cordelteca (biblioteca de Cordel) na escola. Nesse espaço, os alunos terão à disposição clássicos do gênero, folhetos que atravessaram gerações e também o melhor da nova produção poética do país. Para ele, tudo o que é necessário para que aluno e professor se aproximem mais do Cordel e passem a buscar os textos espontaneamente. Outra sugestão de Viana é levar os poetas à escola, para que eles realizem palestras e apresentações.
As releituras de grandes obras da literatura brasileira e universal, adaptadas para o Cordel em novo formato, também são boa opção pedagógica.
“É o caso de Corcunda de Notre-Dame em Cordel, de João Gomes de Sá, em que os famosos personagens da obra de Victor Hugo são transportados da França para uma pequena cidade do interior do Nordeste”, cita ele.
Literatura menor?

O Cordel demorou tanto a chegar à sala de aula por causa do preconceito. Por quê? “Alguns desavisados ainda relacionam Cordel com poesia matuta e essa confusão contribui para deturpar a nossa arte e para que alguns acadêmicos ainda torçam o nariz e o vejam como uma arte menor”, aponta Viana.
E complementa: “Isso não é verdade!” Inclusive para ter mais aceitação, muitos novos autores já procuram se adequar às normas gramaticais, o que não é uma exigência. “O Cordel é uma escola literária. Muitos representantes da nova geração são conscientes da importância do folheto como ferramenta auxiliar na Educação e procuram colocar as coisas em seu devido lugar”, completa.
Brasileiro importado
É brasileiro sim, pois surge hoje do cotidiano dos nordestinos, mas a origem do Cordel é europeia.  Segundo o cordelista Arievaldo Viana, o estilo literário tem origem ibérica e veio na bagagem do colonizador europeu. Mas chegou ao Brasil meio pobre, sem assunto.
“O romanceiro popular nordestino é seguramente o mais rico do mundo, tanto em quantidade de obras e autores, quanto na qualidade dos textos apresentados até aqui”, conta Viana.
Contudo, a origem ibérica é questionável. Também cordelista, Cacá Lopes afirma que não há consenso sobre como o Cordel chegou ao Brasil.
De acordo com Lopes, durante muitos anos, pesquisadores buscaram o caminho mais fácil para explicar a gênese do Cordel no país.
“A maioria, até final da década de 80, atribuía ao Cordel uma herança ibérica, por achar que no Cordel brasileiro residiam elementos iguais e semelhantes ao produto português ou espanhol”.
O problema é que o Cordel português é bem diferente do brasileiro. Aquele se pautava em reproduzir obras clássicas, mas não apresentava produção escrita própria e autônoma como a do Brasil.
“Eles [os pesquisadores] teimavam em ignorar a originalidade do nosso produto e necessitavam de um cordão umbilical transatlântico para corroborar a importância do Cordel”, critica Lopes.
Foi no Nordeste brasileiro mesmo que o Cordel ganhou vida. “A sua relevância histórica vem do Nordeste, que o transformou em uma das mais ricas manifestações culturais a partir das últimas décadas do século 19”.
O que possibilitou isso, diz o cordelista, foi a chegada de quatro poetas paraibanos à Recife. Foram eles os responsáveis pela geração princesa do Cordel: Silvino de Pirauá de Lima, Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athaíde e Francisco das Chagas Batista.

Quer saber mais?
Para quem deseja entrar no mundo encantado dos Cordéis há várias opções:
* Breve História da Literatura de Cordel

A dica é do cordelista Cacá Lopes. O livro foi escrito por Marco Haurélio e conta com o aval do doutor em Cordel (Ciência da Literatura), Aderaldo Luciano. A obra narra as origens do Cordel
e apresenta suas influências na cena cultural brasileira.
* Cordelivros
 

Essa é a dica do cordelista Arievaldo Viana. Ele indica a leitura de qualquer cordelivro, mas há três específicos de sua autoria: A Raposa e o Canção, Padre Cícero, o Santo do Povo e A Ambição de Macbeth e a Maldade Feminina.
* Série Literatura de Cordel na Escola – TV Escola

O caderno Escola também tem uma dica. A TV Escola fez uma série de cinco programas sobre a Literatura de Cordel na Escola, com o objetivo de discutir as origens desse gênero literário e sua presença nas escolas de Ensino Fundamental. Dá para conferir no site http://tvescola.mec.gov.br.

LINK PARA O JORNAL: http://www.tribunadoplanalto.com.br/escola/12705-no-ritmo-das-rimas-nordestinas-

Detalhe de uma das páginas da publicação (Clique para AMPLIAR)

EXPOSIÇÃO DE JÔ OLIVEIRA


De Recife, o ilustrador JÔ OLIVEIRA nos manda fotos de sua bem sucedida exposição realizada no Espaço Cultural dos Correios. Na mostra, há um espaço reservado para Literatura Infanto-Juvenil, área na qual nos temos diversas parcerias. "Pavão Misterioso", "O bicho folharal', "A ambição de Macbeth e a maldade feminina (Ed. Cortez, PNBE 2010), "João de Calais e sua amada Constança" (FTD, selecionado para o PNBE 2012), além da coleção "Era uma vez... Em Cordel", da Globo Livros, que estreou com dois títulos: "A peleja de Chapeuzinho Vermelho com o Lobo mau" e "O coelho e o jabuti". O próximo lançamento será 'João Bocó e o ganso de ouro'.


Ao fundo, ilustrações de '12 Contos de Cascudo" em folhetos de Cordel
e 'Ambição de Macbeth', trabalhos que realizamos em parceria

Eis um resumo do texto de apresentação da exposição em cartaz no Recife:

"
Cultura popular,brasilidade e africanismo, personagens históricos, estórias infantis e clássicas: Jô em toda parte. A partir daí, é traçada uma breve definição da exposição Jô Oliveira: imagem e leitura, uma visão nordestina, que entra em cartaz no Centro Cultural Correios (Recife) no próximo dia 21.09 , com vernissage na terça, dia 20 às 19h. Pernambucano radicado em Brasília e reconhecido internacionalmente, o ilustrador retorna à casa trazendo uma trajetória de mais de 40 anos de trabalho.
Com um extenso currículo em ilustrações, selos postais, histórias em quadrinhos, cartazes, livros infantis, ilustrações para jornais e revistas, e não obstante toda sua vivência internacional, Jô sempre traz em seus trabalhos as cores e traços próprios que remetem a estética colorida do Nordeste. Suas obras fazem referências às manifestações populares locais, mesmo quando narram contos e histórias tradicionais de outros países.
A mostra do CCC apresentará aproximadamente 80 obras, divididas em seis temas principais: Brasilidade e Africanismo; Brasil nos tempos coloniais; personagens históricos (cangaceiros, cordelistas e cantores); lendas brasileiras, festas populares; e histórias clássicas e infantis. Será apresentado também o trabalho do artista na produção de selos, desde 1976, que conta com 49 peças, mais quatro blocos postais, incluindo o bloco “Lendas do Folclore Brasileiro” que fará parte da Brapex - Exposição Filatélica Nacional - deste ano (de 03 a 09 de outubro no Centro Cultural Correios). Entre os selos mais significativos que fazem parte da exposição estão uma homenagem aos 100 anos do Frevo, um alusivo ao São João de Caruaru e alguns sobre mamulengos.
“Sou imensamente agradecido aos Correios pelo convite para realizar esta exposição. Já fui premiado pelo Salão de Humor de PE, fiz selos para o estado e conheço J. Borges, mas é a minha primeira exposição individual em Pernambuco!”
Outra curiosidade é o trabalho de Jô Oliveira relacionado ao cordel. O ilustrador apropria-se de uma estética comum à xilogravura, aplicada à técnica de aquarela em seus livros de histórias infantis. Entre os novos contos, estão A Peleja de Chapeuzinho Vermelho e O Coelho e o Jabuti, os dois em parceria com o cordelista Arievaldo Viana e lançados na Bienal do Livro do Rio neste mês de setembro. Na mostra do CCC, o público poderá conferir doze contos em folheto de cordel, baseados na obra de Câmara Cascudo."
 
 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

QUINTINO CUNHA


A internet sempre nos traz boas surpresas. Procurando textos sobre o grande poeta e humorista cearense Quintino Cunha, deparei-me com esse artigo, extraído do DICIONÁRIO AMAZONENSE DE BIOGRAFIAS, publicado no site Portal Amazônia. Em determinado período da sua juventude, Quintino resolveu conhecer a Região Norte do país, onde passou alguns anos de sua vida. Eis o texto publicado no site amazonense:


 
Bem poucos, em Manaus,  sabem a respeito da interessante figura humana e do talentoso poeta José Quintino da Cunha, nascido em Uruburetama (Ceará), a 24 de julho de 1875. Todavia, tem-se como certo haver realizado seus estudos, inicialmente, na Escola Militar da qual se afastou, deixando assim de seguir a carreira das armas. Imigrou para o Amazonas no final do século passado, quando ainda vivíamos o esplendor do comércio da borracha, lá permanecendo por mais de um qüinqüênio, demoradamente nas terras banhadas pelo Solimões. 
Homem de grande inteligência e estudioso vocacional foi desenvolvendo a sua cultura nas letras jurídicas. 
Em Manaus, resolve obter uma Provisão para advogar no Fórum das Comarcas daquele rio, nas quais judicavam titulares eméritos. Tudo conseguiu, como os favores da lei. 
Quintino Cunha não possuía uma formação acadêmica e um lastro de conhecimentos jurídicos sistematizados, capazes de enfrentar problemas de alta relevância, mas sobrava-lhe a acuidade com que se distinguem as mentalidades de escol, começando por ser um orador de empolgantes recursos. O seu pequeno cabedal de jurisprudência, na tribuna e nos autos, valia-lhe, na defesa das causas que patrocinava. A palavra falada, sobretudo, era a sua grande arma. 
Várias vezes, em Manaus, o professor Agnello Bittencourt, ouvi-o nos comícios cívicos arrancando aplausos das multidões. E não comparecia a uma dessas reuniões populares que não fosse imediatamente aclamado para subir à tribuna.
Poeta de inatas qualidades, escreveu um soberbo volume intitulado “Pelo Solimões”, que foi editado em Paris, pela “Livraria Aillaud & Cia.”, no ano de 1907, tornando-se grande amigo de J. Aillaud. Fez – se também amigo de Faguet, “a primeira cabeça da Academia Francesa”, no seu entender. “Pelo Solimões” é um escrínio de jóias admiráveis.
 O acadêmico Raymundo Magalhães Júnior, no seu livro “Antologia de Humorismo e Sátira” (Ed. Civilização Brasileira, Rio, 1957, pág. 185), escreveu a seu respeito: “Boêmio incorrigível, viveu sempre em meio das maiores dificuldades financeiras agravadas pelos encargos de sua família numerosa e sucessivos casamentos. Morreu quando beirava os oitenta anos: a 1.° de junho de 1943”.  
Depois que deixou o Amazonas, formou-se em Direito pela Faculdade do Ceará, a 3 de dezembro de 1909, tendo exercido a advocacia em todo o nordeste. Segundo Eli Behar em “Vultos do Brasil”, pág. 75, é a seguinte a sua biografia: “Os Diferentes” (contos) 1895, “Cabeleira” (elegia), “Baturité” (versos norte-brasileiros); 1902; “Pelo Solimões” 1907; “Campanha Prorabelo”, Fortaleza (1912); “O Estilo na Jurisprudência” (tese de concurso); “Venceremos”, discursos, 1930; “Os mártires das Selvas (romance amazonense); “Folhas de Urtiga” (sátiras e epigramas); “Vir para Voltar” (romance cearense); “De mim para os meus”, (romance sobre a seca de 1932); “A Vida no Ceará”. 
O grande humorista e poeta foi Deputado à Assembléia Legislativa do Ceará, em 1913 e pertenceu ao Centro Literário e à Academia Cearense de Letras, na segunda fase. 
Fonte: BITTENCOURT, Agnello. Dicionário Amazonense de Biografias: vultos do passado. Rio de Janeiro. Conquista, 1973. Pág. 415-416.

Extraído do sítio: http://www.portalamazonia.com.br/blogs/quintino-cunha-%E2%80%93-rio-negro-e-solimoes-1907/


domingo, 25 de setembro de 2011

O DISCO DA SEMANA

Luiz Gonzaga – A festa


gonzaga-frente


Essa é uma colaboração de Antonino Oliveira de Ananindeua – PA.
‘Ei-lo de volta com “A Festa”. O nunca envelhecido e insuperável intérprete da alma do sertão, da gesta cantadoresca do seu povo sofrido, o poeta sonoro da terra devastada, cheio de graça, pleno de harmonia, todo feito de tristeza, doçura e bondade. Com seu eterno gibão e seu chapéu de couro de barbicacho passado, onde esplendem, cheias de som e rutilância as estrelas da noite e o sol dardejante do arcano nordestino.’(Trecho extraído da contra capa, escrito por Nertan Macedo)
Participação especial de Milton Nascimento na faixa “Luar do sertão”, um clássico de autoria de Catulo da Paixão Cearense; de Dominguinhos na música de sua autoria em parceria com Fausto Nilo, “Depois da derradeira”; de Emilinha Borba em duas faixas, “Paraíba” e “Depois a gente ajeita”; de Gonzaguinha, filho do Rei, na música “Não vendo nem troco”; de Nelson Valença em composição própria “Pesqueira centenária”; e de José Marcolino, também em música de sua autoria, “Cacimba nova”.


gonzaga-verso


Arranjos do maestro Orlando Silveira e Guio de Moraes, notório compositor. Produtor independente, Luiz Bandeira, os acordeons foram gravados por Orlando Silveira, Dominguinhos e Romeu Seibel, destaque para a ciranda “Portador do amor” de Luiz Bandeira e Julinho.


Luiz Gonzaga – A festa
1981 – RCA
* 01. Luar do sertão (Catulo da Paixão Cearense)
* 02. Lampião falhou (Venâncio – Apariocio Nascimento)
* 03. Depois da derradeira (Dominguinhos – Fausto Nilo)
* 04. Paraíba (Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
* 05. A ligeira (Guio de Moraes – Haroldo Barbosa)
* 06. Ranchinho da paia (Francisco Elion)
* 07. Não vendo, nem troco (Gonzagão – Gonzaguinha)
* 08. Portador do amor (Luiz Bandeira – Julinho)
* 09. O resto a gente ajeita (Luiz Gonzaga – Dalton Vogeler)
* 10. Os bacamarteiros (Janduhy Finizola – Luiz Gonzaga)
* 11. Pesqueira centenária (Nelson Valença)
* 12. Cacimba nova (José Marcolino)

Para baixar esse disco, clique aqui.

Fonte: http://www.forroemvinil.com/

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

HOMENAGEM

GERALDO AMÂNCIO HOMENAGEIA O FALECIDO POETA JOSÉ ALVES SOBRINHO

O cantador paraibano José Alves Sobrinho foi um dos maiores repentistas de todos os tempos no mundo da cantoria e um respeitado pesquisador da cultura do repente e da Literatura de Cordel. Em parceria com o professor Átila de Almeida, também falecido, lançou uma obra fundamental para a pesquisa dessas duas vertentes: O Dicionário Bio-Bibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada, publicado em dois volumes pela Editora da UFPB 

O poeta GERALDO AMÂNCIO, admirador confesso de José Alves Sobrinho, que faleceu aos 90 anos no último dia 17 de setembro, em Campina Grande-PB, prestou-lhe uma sentida homenagem nesse texto a seguir:

"A cantoria existe há quase dois séculos no Brasil,  nesse campo já passaram milhares e milhares de cantadores. Na minha avaliação, na minha ótica e pela a experiência que tenho ao longo dos anos, não houve até hoje ninguém que superasse o talento de José Alves Sobrinho. Isso eu tive a felicidade de dizer ao mesmo. José Alves Sobrinho, formou com Dimas Batista a mais perfeita dupla de cantadores que o mundo ouviu. É de nossa autoria a antologia"de repente cantoria" cujo prefácio foi feito de uma carta que o referido poeta me mandou. Para não ser muito prolixo, vou deixar postadas aquí duas estrofes desse imortal menestrel que nunca teve a fama que mereceu.
Cantando com o poeta Gerson Carlos,  num festival em Cajazeiras -PB, foi solicitado seguinte mote em homenagem ao prefeito Quirino: Só Quirino enlargueceu, a rua José Tomaz. Eu ouví pelo rádio e memorizei essa obra prima de improviso.

ERA FRACA A SIMETRIA
DA RUA QUE ERA MAL FEITA,
ALÉM DE TORTA ERA ESTREITA
AO TRÂNSITO INTERROMPIA.
TODO MUNDO PROMETIA
MAS QUEM PROMETE NÃO FAZ,
VEIO QUIRINO UM BOM RAPAZ
FEZ O QUE NÃO PROMETEU,
SÓ QUIRINO ENLARGUECEU
A RUA JOSÈ TOMAZ.

O grande poeta cantava numa casa, onde estavam comemorando o aniversário do pai e do filho, ele magistralmente constrói essa sextilha:

TEMOS DOIS ANIVERSÁRIOS
COM IDADES DIFERENTES,
O PAI ENTRE OS PECADORES,
O FILHO ENTRE OS INOCENTES,
O PAI MUDANDO OS CABELOS,
O FILHO MUDANDO OS DENTES.

Posso afirmar sem medo de errar, que cantando de improviso mesmo, na safra atual não há ninguém com o talento de um José Alves Sobrinho. Que Deus o acolha no mais sublime dos reinos.
Geraldo Amancio.

O Dicionário é uma referência obrigatória na pesquisa do cordel e da cantoria

POEMA DE LUIZ CAMPOS


O velho deus da fome
e o politico mentiroso
Autor: Luiz Campos (Mossoró-RN)

Se a deusa inspiradora
Não negar-me inspirição
Eu vou versar uma cena
Que me chamou a atenção
De um velho e um político
Numa época de eleição.

Numa noite eu ia às trelas
Sem saber pra onde ia
Fui sair numa hodega
De uma periferia
E vi uma multidão
Fui saber o que havia.

Cheguei lá era um político
De paletó, de colete,
O bucho cheio de Whisky,
Caviar e rabanete
Improvisando um comício
Trepado num tamborete.

Como essas coisas chamam
Atenção do curioso
Eu pensei com meus botões
Não é hora de repouso
Eu vou ouvir meia hora
O político mentiroso.

O moço falava bem
Devido ter muito estudo
Puxava os “érres e ésses”
Caprichava o ponto agudo
Mas para iludir matuto
Nem precisa disso tudo.

No discurso prometia
Que se ganhasse botava
Água e luz em todo canto
Até emprego arranjava
Mas só da boca prá fora
Porque nisso nem pensava.

E prometia também
Fazer a Maternidade
Praça com parque infantil
Melhorar toda a cidade
E o povo de boca aberta
Pensando que era verdade.

De vez em quando ao outro
Candidato ele atacava
Partido bom, era o dele;
O do outro, não prestava
Apontava erros alheios
Mas os dele não mostrava.

De vez em quanto uma salva
De palmas aparecia
Porém um batia palma
Mas já outro, não batia
Um dizia: - Já ganhou;
Mas já outro não dizia.

E ele continuou
No rosário de promessa
Dizendo: - Vamos mudar
Pra melhor, a vez é essa.
Só porque todo político
Só confia na conversa.

Pedia voto pra ele
E pra outro candidato
E saiu mais de um moleque
Distribuindo retrato
Eu até recebi um
Mas joguei logo no mato.

Fiquei prestando atenção
Ouvi tin-tin por tin-tin.
Um dizia: - O homem é bom;
Outro dizia: - ele é ruim
Porque se ele prestasse
Não tava mentindo assim.

Ouvi um negor dizer:
 - Vamos votar no rapaz
outro negro respondeu
 - Quem votar nele só faz
retirar Jesus do trono
pra colocar satanás.

Vendo o povo dividido
Eu fiquei meio indeciso
Nisso falou um senhor,
Desses que possuem juízo
Quem votar em qualquer um
O povo tem prejuízo.

E ele continuou:
 - Faço isso, faço aquilo
pois político demagogo
nem pra falar tem estilo
quando fala é “intirisse”
como cantiga de grilo.

Nesse momento um velhinho
Da idade de Noé
Desses que só dá um metro
Depois que se põe em pé
Gritou no meio do povo:
 - me dê licença, seu Zé.

O senhor já falou muito;
Sei que o senhor fala bem
Mas se o senhor tem direito
Eu acho que a gente tem
Dê licença dez minutos
Que eu quero falar também.

Eu sou do século passado
Nem da minha idade eu sei.
Me criei sem ter escola
Não cresci, atrofiei
Mas em mulher e político
Até hoje não confiei.

O senhor vai desculpando
Que eu sou meio arigó
Político é como menino
Desses criado por vó
Que quer tudo quanto vê
Pede muito e come só.

Você prometo água e luz
Dizendo que é prá JÁ
Eu tenho plena certeza
Que não acontecerá
Mas se isso acontecer
De nós pobres, o que será?

Se o senhor botar luz
Todo mês cobra uma taxa
E só chega taxa alta,
Nunca chega taxa baixa
Que água e luz só dão certo
Pra quem tem grana na caixa.

E a luz tem outro troço
Entre os outros mais nojentos
Todo mês chega um papel
Cada papel, um aumento
E a gente fica sem luz
Se atrazar o pagamento.

Aumento em cima de aumento
Que de nós ninguém tem dó
Água e luz já estão mais caros
Do que mesmo o ouro em pó
Garanto que ninguém paga
Dois papéis de um preço só.

A água é do mesmo jeito
Dia tem, oito não tem
O órgão que distribui
Nunca explicou pra ninguém
Mas todo final de mês
Espere o papel que vem.

E se o asfalto passar
Acaba o nosso aveloz
Depois do tapete preto
O carro passa veloz
Pra matar nossas crianças,
Passar por cima de nós.

E essa maternidade
Isso é um plano perdido
Porque mulheres daqui
Quase todas têm marido
E as que não são ligadas
Só vivem no comprimido.

Quando o velho falou isso
O povo reconheceu
E quem gritou: - Já ganhou
Ai gritou: - já perdeu
E ele desconfiado
Do tamborete desceu.

Ainda tentou falar
Porém tudo foi em vão
Trepado não ganhou nada
Avalie tando no chão
Ainda estirou o braço
Mas ninguém pegou na mão

Ele meio desajeitado
Pegou o carro e saiu
Com tanta velocidade
Chega a poeira cobriu
Em menos de um segundo
Numa curva se sumiu

Mas como a derrota é triste
Eu sentí pelo rapaz...
Falar tanto, ganhar nada,
Mas quem promete e não faz
Só é bom que seja assim
Goze menos, sofra mais.

Me aproximei do velho
Perguntei: - como é seu nome?
Ele disse: - Sou José,
Mas me chamam “Deus da Fome”
Porque vivo revoltado
Com quem trabalha e não come.

Aí voltei para casa,
Fui dormir e não dormi
Passei a noite acordado
Pensando no que ouvi
E como estava sem sono
Este folheto escrevi.

FIM

Desenho: JÔ OLIVEIRA

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

FEIRA DO LIVRO


Bate-papo com os amigos sobre o livro Contos e Fábulas do Brasil

Do blog "CORDEL ATEMPORAL", de Marco Haurélio:

"Dia 16 de setembro, sexta, a convite da organização da II Feira do Livro Infantil de Fortaleza, participei deste evento, lançando o livro Contos e Fábulas do Brasil (Nova Alexandria). Coordenado pelo escritor Almir Mota, da Casa da Prosa, a Feira foi montada na tradicionalíssima Praça do Ferreira, coração cultural da cidade.

Reencontrei, entre outros, os amigos Arievaldo Viana, Rouxinol do Rinaré, Marcos Mairton, Paiva Neves, George “Seixas”, Andrade “Tuíca” Leal, Lucarocas, Klévisson Viana, Julie Ane, Lucinda Marques, Evaristo Geraldo, Arlene Holanda, Godofredo Solon e Rafael Limaverde. Conheci, ainda, o artista plástico e compositor Caiman, que me mostrou alguns trabalhos que fará para a editora Luzeiro de São Paulo."
* * *

LANÇAMENTO DO LIVRO "CONTOS E FÁBULAS DO BRASIL" do poeta e folclorista Marco Haurélio, na Praça do Ferreira, durante a FEIRA DO LIVRO INFANTIL

Da esquerda para direita: Poeta Evaristo Geraldo, Prof. Francisco Marques, Marco Haurélio, Arievaldo Viana, Arlene Holanda, Rafael Limaverde, Rouxinol do Rinaré, Marcos Mairton, Paiva Neves e o editor Flávio Martins

terça-feira, 20 de setembro de 2011

QUINTA, NO TJA

FABIANO DOS SANTOS

O encantador de palavras

Fonte:  O POVO Online/Divirtase


Diretor da Fundação Biblioteca Nacional, do MinC, Fabiano dos Santos (Foto: Elza Fiúza/ABR)


 

VER ENTREVISTA COMPLETA NO 'O POVO ONLINE'
O diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura/Fundação Biblioteca Nacional, Fabiano dos Santos  é um cearense que desde menino gosta das palavras. Ouvia histórias da avó, da mãe e do pai. Mais tarde, se tornou escritor. No Ceará, foi um dos responsáveis pelo projeto Agentes da Leitura, que se transformou num programa nacional, em parceria com estados e municípios. Em Fortaleza, o edital para seleção dos agentes da leitura está com inscrições abertas até 13 de outubro.

Fabiano dos Santos anuncia mais duas novas bibliotecas para cidade, em parceria com a Seculftor. Fortaleza é uma das cidades com uma estatística crítica: tem apenas uma biblioteca pública municipal para cada 1 milhão de habitantes. Ele anuncia ainda cinco editais com bolsas para escritores e projetos de leitura. Em passagem por Fortaleza para participar da II Feira do Livro Infantil, Fabiano concedeu a seguinte entrevista ao O POVO.

O POVO. Como você se tornou um leitor e mais tarde escritor?

Fabiano - Eu tinha uma avó que contava histórias encantando as palavras, um pai que conta histórias sem medir as palavras e uma mãe que lê nas entrelinhas das palavras. Aquilo me encantava e foi vital na minha formação leitora. Tomava suas vozes emprestadas. Mãe lia para a gente dormir, Vó contava para a gente acordar para o mundo e Pai narrava suas aventuras como se sua vida fosse um romance de cordel. Queria ser poeta e fui me tornando leitor assim, embrenhando-se no mundo que mora dentro e fora das palavras. Pois sou daqueles que acreditam que as palavras podem fazer coisas com a gente, mas que também podemos fazer coisas com as palavras. Agora estou em stand-by. O escritor só vai sair da gaveta, depois que deixar o cargo e essa travessia provisória como Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC/FBN.

OP -  Aqui no Ceará, você foi um dos responsáveis pelo projeto Agente de Leitura que se tornou um projeto nacional do Ministério da Cultura. Qual o impacto que esse tipo de projeto tem no real hábito de leitura das comunidades?

Fabiano - O Ceará tem uma história de pioneirismo interessante. Primeira academia de letras do país, primeira província a abolir a escravidão, primeiro estado a instituir o Selo UNICEF. Aqui nasceu os Agentes Comunitários de Saúde e, bem depois, em 2006, os Agentes de Leitura da Secretaria de Cultura do Estado. Ambos se transformaram em política pública nacional. No caso dos Agentes de Leitura estamos apenas no começo do programa do MinC numa parceria com os ministério da Educação e Desenvolvimento Social. O que posso destacar em linhas gerais é que os Agentes de Leitura atuam nos três ambientes vitais para a formação de leitores: a família, a escola e a biblioteca pública. Trata-se de uma política pública integrada de cultura, educação, juventude e inclusão social. Que impactos podemos esperar? A qualificação profissional de jovens entre 18 e 29 anos por meio de formação continuada; a geração de trabalho e renda através da bolsa de formação de R$ 350,00 para os agentes; a criação de ambientes favoráveis para fruição cultural e formação de leitores por meio de socialização de acervos literários nas famílias, bibliotecas e escolas.

Agentes de Leitura criam ambientes favoráveis para a formação de leitores dentro das casas, nos seios das famílias e nas vidas das pessoas. Isso impacta diretamente no processo de aprendizagem escolar das crianças atendidas. Verificamos  esse resultado no projeto dos Agentes de Leitura do Ceará. Agora, vamos aprimorar a mediação desse impacto numa parceria de avaliação dos resultados com o MEC e o IPEA, da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

OP - Atualmente, o projeto está espalhado por vários municípios. Aqui no Ceará os Agentes da Leitura envolvem quase meio milhão de reais? Quando o projeto começa efetivamente?

Fabiano - Todos os editais são realizados pelos estados e municípios conveniados. Trata-se de um investimento global de 28,0 milhões, sendo 20,0 milhões do MinC/MEC e 8,0 milhões de contrapartida dos estados e municípios para a formação e atuação de 4000 Agentes de Leitura em torno de 400 cidades distribuídas pelo Acre, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. Em Fortaleza, o edital com a Secultfor está aberto até o dia 13 de outubro para jovens entre  18 e 29 anos, que tem o ensino médio completo e que moram nos bairros Barra do Ceará, Pirambu, Serviluz, Titanzinho, Autran Nunes, Maria Tomásia e Jangurussu.

(...)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EXPOSIÇÃO DE JÔ OLIVEIRA

Centro Cultural Correios Recife

Programação

Jô Oliveira: Imagem e Leitura, uma Visão Nordestina


João de Calais, versão CORDEL/HQ de Arievaldo Viana e
Jô Oliveira, selecionado pelo MEC para o PNBE 2012

Cultura popular,brasilidade e africanismo, personagens históricos, estórias infantis e clássicas: Jô em toda parte. A partir daí, é traçada uma breve definição da exposição Jô Oliveira: imagem e leitura, uma visão nordestina, que entra em cartaz no Centro Cultural Correios (Recife) no próximo dia 21.09 , com vernissage na terça, dia 20 às 19h. Pernambucano radicado em Brasília e reconhecido internacionalmente, o ilustrador retorna à casa trazendo uma trajetória de mais de 40 anos de trabalho.
Com um extenso currículo em ilustrações, selos postais, histórias em quadrinhos, cartazes, livros infantis, ilustrações para jornais e revistas, e não obstante toda sua vivência internacional, Jô sempre traz em seus trabalhos as cores e traços próprios que remetem a estética colorida do Nordeste. Suas obras fazem referências às manifestações populares locais, mesmo quando narram contos e histórias tradicionais de outros países.
A mostra do CCC apresentará aproximadamente 80 obras, divididas em seis temas principais: Brasilidade e Africanismo; Brasil nos tempos coloniais; personagens históricos (cangaceiros, cordelistas e cantores); lendas brasileiras, festas populares; e histórias clássicas e infantis. Será apresentado também o trabalho do artista na produção de selos, desde 1976, que conta com 49 peças, mais quatro blocos postais, incluindo o bloco “Lendas do Folclore Brasileiro” que fará parte da Brapex - Exposição Filatélica Nacional - deste ano (de 03 a 09 de outubro no Centro Cultural Correios). Entre os selos mais significativos que fazem parte da exposição estão uma homenagem aos 100 anos do Frevo, um alusivo ao São João de Caruaru e alguns sobre mamulengos.
“Sou imensamente agradecido aos Correios pelo convite para realizar esta exposição. Já fui premiado pelo Salão de Humor de PE, fiz selos para o estado e conheço J. Borges, mas é a minha primeira exposição individual em Pernambuco!”
Outra curiosidade é o trabalho de Jô Oliveira relacionado ao cordel. O ilustrador apropria-se de uma estética comum à xilogravura, aplicada à técnica de aquarela em seus livros de histórias infantis. Entre os novos contos, estão A Peleja de Chapeuzinho Vermelho e O Coelho e o Jabuti, os dois em parceria com o cordelista Arievaldo Viana e lançados na Bienal do Livro do Rio neste mês de setembro. Na mostra do CCC, o público poderá conferir doze contos em folheto de cordel, baseados na obra de Câmara Cascudo.
A curadoria, assim como os textos da exposição são assinados pela escritora Lucília Garcez, doutora em linguística e autora de livros infantis em parceria com Jô Oliveira. O projeto foi realizado em parceria entre a VBS Produções e Eventos e a Cultura e Criatividade, empresas brasilienses de produção cultural com atuação reconhecida dentro e fora de Brasília.
A exposição reserva ainda algumas atividades de interatividade, entre as quais um quebra-cabeças de imã, monóculos com obras do artista, pequeno vídeo e livros para a leitura no local. Na semana de 21 a 25 de setembro, Jô estará presente para interação com o público, das 9h às 10h e de 15h às 16h nos dias de semana. No domingo (25.09), das 15h às 17h, será realizado o encontro “Conversando com Jô”, mediado pela escritora Lenice Gomes.
Apesar de dirigida a todos os públicos, a mostra será de grande importância às crianças, do 5º ao 9º ano. Muitas obras expostas contam a história do Brasil, contribuindo com um suporte lúdico e artístico para a sala de aula. O período colonial ou a história de Maurício de Nassau, por exemplo, são trechos apresentado de maneira divertida e colorida. Escolas interessadas podem agendar visitas pelo telefone (81) 8617-1554, com Roberta.
Sobre o artista
Josimar de Oliveira nasceu em Itamaracá (PE) e desde a juventude se envolveu com atividades ligadas às artes plásticas. Estudou Comunicação Visual na Escola Superior de Artes Industriais da Hungria, onde iniciou sua carreira internacional, com participação em feiras de quadrinhos, mostras em salões de ilustração, ganhando, dentre diversos prêmios, o Prêmio ASIAGO de Filatelia, Melhor Selo do Mundo (Categoria Turismo) por duas vezes (1982 e 1987), na Itália. É conhecido por ilustrar livros didáticos e infanto-juvenis como Kuarup – A festa dos mortos e a versão de Alice no país das maravilhas, pelo qual recebeu na 58ª Bienal do Internacional do Livro de São Paulo o Certificado de “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.


Serviço :
Exposição: Jô Oliveira : Imagem e Leitura, uma Visão Nordestina
Local: Centro Cultural Correios – Av. Marques de Olinda, 262 - 3º Andar - Sala 05 - Bairro do Recife
Visitação: 21 de setembro a 27 de novembro de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados e domingos, das 12h às 18h

Entrada Franca
Informações e agendamentos: 81 3224-5739 centroculturalcorreiosrecife@correios.com.br
Aline Feitosa – aline@tragoboanoticia.com.br – 81 8131-0721 | 7813-0999
Letícia Pontes – leticia@tragoboanoticia.com.br – 81 9132-8116

sábado, 17 de setembro de 2011

O DISCO DA SEMANA

Compacto duplo- Baiano e os Novos Caetanos


compacto-baiano-e-os-novos-caetanos-1975-capa
Esse compacto é da célebre dupla “Baiano e os Novos Caetanos”, formada por Arnaud Rodrigues e Chico Anísio, são as mesmas gravações do álbum gravado, ao vivo, em 1974.
compacto-baiano-e-os-novos-caetanos-1975-selo-acompacto-baiano-e-os-novos-caetanos-1975-selo-b

Arnaud Rodrigues se foi de maneira trágica, num acidente de barco na barragem de Palmas-Tocantins. O cearense Chico Anysio continua lutando pela vida, com as bênçãos de São Francisco. Em meados da década de 1970, no auge do humorístico Chico City, Chico e Arnaud gravaram discos excelentes, com instrumental apurado e canções marcantes. Há quem diga que as letras eram todas do Arnaud, o cérebro da dupla, que concebia as piadas e sacadas inteligentes, já para o Chico ficava a parte da interpretação, dando vida e personalidade as idéias de Arnaud... Isso não é verdade, Chico Anysio é também, além de grande comediante, um excelente redator e bom letrista. Afinal de contas não se pode negar que Chico Anysio começou a carreira de compositor bem antes, ainda na década de 1950, compondo para ninguém menos que Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

compacto-baiano-e-os-novos-caetanos-1975-verso

Destaque para “Urubu tá com raiva do boi” de Geraldo Nunes e Venâncio e para “Folia de Rei” de Arnoud Rodrigues e Chico Anísio. Esta última ganhou também uma bela versão do cantor Sérgio Reis.

Compacto duplo – Baiano e os Novos Caetanos
1975 – CID

01 Folia de rei (Arnaud Rodrigues – Chico Anísio)
02 Urubu tá com raiva do boi (Geraldo Nunes – Venâncio)
03 Ciranda (Adapt. Arnaud Rodrigues – Chico Anísio)
04 Véio Zuza (Arnaud Rodrigues – S. Valentim – Chico Anísio)

Para baixar esse disco, clique aqui.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CORDEL EM QUADRINHOS

O exército da narrativa

Ilustrações de Eduardo Azevedo para o poema de Leandro Gomes de Barros, A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás

Clássico do cordel, "A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás", de Leandro Gomes de Barros, ganha versão em quadrinhos por dupla cearense. Klévisson Viana e Eduardo Azevedo lançam o livro hoje, na II Feira do Livro Infantil de Fortaleza


Há mais de um século, quando o poeta paraibano Leandro Gomes de Barros (1856 - 1918) escreveu "A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás", a história do embate entre o guerreiro cristão e o mouro já era antiga. O conto integra o conjunto de narrativas em torno da figura do rei francês Carlos Magno. O relato das aventuras (mais literárias que históricas) do destemido rei e de seus fieis cavalheiros chegou ao Brasil com os colonizadores europeus e se disseminou no interior no País. No Nordeste, encontrou solo fértil e ganhou tons próprios, a se moldar à voz e à imaginação de quem a narrava.

A nova aventura desta história, que desafia o tempo e conquista suportes de leitura, é uma versão em quadrinhos. O projeto é assinado por Klévisson Viana, poeta cordelista, ilustrador e quadrinhista, e Eduardo Azevedo, ilustrador que estreia como quadrinhista neste álbum. O trabalho da dupla foi um dos ganhadores da categoria Luiz Sá (HQ), do Prêmio Literário para Autores Cearenses 2010, da Secretária da Cultura do Estado (Secult). O álbum será lançado, amanhã, às 17h30, na Praça do Ferreira, integrando a programação da II Feira do Livro Infantil de Fortaleza, que acontece até sábado, no local.

O poeta paraibano baseou-se numa versão escrita do conto, encontrada em "História de Carlos Magno e os Doze Pares de França" (1863), do padre e médico militar português Jerônimo Moreira de Carvalho. Narrada em versos heptassílabos por Gomes de Barros, entremeou-se ainda mais no repertório da tradição popular. O original ganhou sucessivas edições, impossível de precisar quantas, e recontado por outros autores da literatura de folhetos.

Na adaptação para a linguagem das HQs, a proposta foi manter-se fiel ao clássico. Klévisson selecionou os versos e os converteu em balões e caixas de texto para acompanhar os belos desenhos de Azevedo.


QUADRINHOS
" A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás"
Leandro Gomes de Barros, Klévisson Viana e Eduardo Azevedo
R$30 - 48 páginas
2011 - Tupynanquim
Lançamento às 17h30, na Praça do Ferreira, na II Feira do Livro Infantil de Fortaleza.
Programação gratuita.
Contato: (85) 3464 3108

DELLANO RIOS - EDITOR  (Caderno 3 - Diario do Nordeste)

"BATALHA DE OLIVEIROS COM FERRABRAS" e "PAVÃO MISTERIOSO" EM QUADRINHOS.
ENVIAMOS PELO CORREIO PARA QUALQUER PARTE DO BRASIL
Maiores informações:  acordacordel@ig.com.br