sábado, 11 de junho de 2011

O DISCO DA SEMANA

Luíz Gonzaga – Pisa no Pilão – 1963




Luíz Gonzaga – Pisa no Pilão (A Festa do Milho) – RCA / 1963

Músicas

01 – A Festa do Milho
02 – A Morte do Vaqueiro
03 – Amigo Velho
04 – Caboclo Nordestino
05 – Casamento Improvisado
06 – Desse Jeito Sim
07 – Eu Vou Pro Crato
08 – Faz Força Zé
09 – Liforme Instravagante
10 – Pedido a São João
11 – Pisa no Pilão
12 – Pra Onde Tu Vai Baião

(Acervo Pessoal: Marquinhos do Forró)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

TAÍ UMA QUE EU NÃO SABIA...

As festas juninas tiveram
origem no Egito Antigo

Segundo o hotsite São João de Pernambuco, as festas juninas são muito antigas, anteriores inclusive ao cristianismo e - conseqüentemente - à Igreja Católica. Suas origens estão no Egito Antigo, onde nesta época era celebrado o início da colheita, cultuando os deuses do sol e da fertilidade.
Com o domínio do Império Romano sobre os egípcios, essa tradição foi espalhada pelo continente europeu, principalmente na Espanha e em Portugal. Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, a festa mudou para homenagear o nascimento de São João Batista, que foi quem batizou Jesus.
Por ser colônia portuguesa, o Brasil herdou o costume, principalmente no Nordeste, em que os festejos coincidem com a colheita de milho. A data passou a parte do calendário católico, seguindo o exemplo de outras comemorações de dias santos, como o nascimento de Cristo (Natal) e sua morte (Páscoa).
As chamadas festas juninas reúnem as homenagens aos principais santos reverenciados no mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro. A época é marcada por brincadeiras, comidas típicas, dança e muita superstição, presentes nas simpatias juninas. É a hora de se vestir de caipira e aproveitar esta festa que é um misto de profana e religiosa.
Conheça mais sobre os anfitriões das festas:


Santo Antônio (13 de junho)
Além de casamenteiro, Santo Antônio é invocado para achar coisas perdidas. É uma prática comum, no dia em sua homenagem, os jovens fazerem simpatias e "adivinhações" para conquistar alguém ou descobrir quando irá se casar.
O padroeiro dos namorados era português, de uma família tradicional de Lisboa e foi ordenado sacerdote aos 23 anos. Seu nome verdadeiro era Fernando de Bulhões e se tornou Antônio quando ingressou na Ordem de São Francisco de Assis. Começou a fazer os primeiros milagres na África, onde foi pregar o evangelho. Morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231.
Essa é a razão da escolha do dia em sua homenagem. O local de sua morte tornou-se seu sobrenome, ficando então conhecido como Santo Antônio de Pádua.


São João (24 de junho)
Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso.

Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.

São Pedro (29 de junho)
Este pescador tornou-se apóstolo e acompanhou todos os atos da vida de Jesus. O trabalho exercido antes de seguir o messias fez com que fosse considerado o santo dos pescadores. Ele é "O porteiro do céu".
A tradição popular interpreta uma passagem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu te darei a chave do reino dos céus. A quem abrires será aberta. A quem fechares será fechada".
Assim como Santo Antônio, o dia em sua homenagem é o mesmo de sua morte, que aconteceu em Roma, em 64 d.C. Acredita-se que tenha sido viúvo, um dos motivos para a devoção das viúvas ao santo. Também é costume acender fogueiras e realizar procissões em sua homenagem no dia 29 de junho.
Ritmos e danças típicas das festas juninas
Quadrilha
De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.
O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.
A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.

Forró
Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.
Baião
Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.
A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.
Fonte: © Hotsite São João Pernambuco.com



quinta-feira, 9 de junho de 2011

VIAGEM A CAIXA PREGO



Na postagem de hoje, quero apresentar trechos do novo cordel, que fiz em parceria com o poeta MOREIRA DE ACOPIARA, o "aniversariante do ano'. Em 2002, escrevi, em parceria com o grande MANOEL MONTEIRO, de Campina Grande, o folheto "Viagem a Baixa-da-Égua". Moreira, fã do poema, propôs-me uma continuação do tema. Sem me fazer de rogado fiz, dentro das possibilidades de um cordel, 08 páginas de conversa - ou seja - 32 estrofes. Ele completou as 16.

Vejam os versos iniciais, que enviei para o MOREIRA e tirem a suas conclusões:


Quando vem a inspiração
Com qualquer musa eu me pego,
Faço romance, peleja,
Até cantiga de cego...
Mas é preciso coragem
Para narrar a viagem
Que eu fiz à CAIXA PREGO.


Eu sou medroso, não nego,
Dá pra ver na minha cara;
Mandaram-me um convite,
E eu disse a quem o mandara
Que à Caixa-Prego eu só ia
Se levasse em companhia
Moreira de Acopiara.


É porque eu me lembrara
De uma viagem sem trégua
Que eu fiz tempos atrás
Ao país Baixa-da-Égua.
Nesse tempo o companheiro
Era o Manoel Monteiro...
Quis voltar com meia légua.



Levando compasso e régua
Tranquilizei meu amigo
E disse: - Vamos em frente!
Não tema qualquer perigo.
Para qualquer arrelia
Nossa arma é a poesia,
E eu levo a minha comigo.

 
Leitor, quase eu não consigo
Convencer aquele velho.
Deu-lhe grande tremedeira
Quase que eu destrambelho,
Mas convenci o danado.
Fiz ele jurar, forçado,
Com a mão no Evangelho.

A ninguém eu aconselho
Seguir aquela viagem...
Passar na Baixa-da-Égua
Exige muita coragem.
E sem falar nas marmotas...

Lá, Judas perdeu as botas,
Saiu sem contar vantagem.

 

Ali reina a malandragem,
É um país tropical
Onde só tem roubalheira,
Futebol e carnaval...
Até mesmo os papangus
Sabem que os guabirus
São do Planalto Central.

(...)

MOREIRA DE ACOPIARA - 50 ANOS

Convite do evento, com versos de Marco Haurélio

Os amigos do poeta cearense Moreira de Acopiara, radicado há vários anos em São Paulo, preparam-se para festejar seus 50 anos de vida em grande estilo. Dia 23 de julho acontecerá grande festa para marcar a data e também o lançamento de uma coletânea de poemas intitulada provisoriamente de "O NORDESTE É MEU LUGAR", título extraído de um de seus poemas. A mim, coube a tarefa de criar o projeto gráfico da obra, que terá cerca de 300 páginas com o melhor de sua produção poética.

O Nordeste é meu lugar

Muitas coisinhas a gente
Aprende só quando apanha.
Almeja-se um bom presente,
Mas, às vezes, não se ganha.
Buscando alguma melhora
Tem-se um desconforto agora,
Mais adiante outro remendo,
Depois de algum tropeção...
Quando se pensa que não,
Já estamos envelhecendo.


Numa dessas eu fiquei
Um tempo grande postado
Cá no meu canto. Chorei,
Me lembrando do passado.
Bebi sozinho essa queixa.
O sol do sertão me deixa
Com certa imobilidade,
Me inspira, me deixa manso,
Me convida pra um descanso,
Enche o peito de saudade.


E traz a recordação
Do tempo longe em que andei
Por São Paulo, região
Onde quase me acabei
De solidão e de frio,
Me lembrando do meu rio,
Do meu sol, do meu luar,
Da sombra da minha ponte,
Do meu pequeno horizonte,
Do povo do meu lugar.

Foi tio Zé (gente boa)
Que me “guentou” uns dois anos
Em São Paulo da garoa,
Onde, após uns desenganos,
Concluí que a juventude
Perde o seu tempo, se ilude
Com sonhos inatingíveis.
E faz do jeito que eu fiz:
No Sudeste do País
Sofre percalços incríveis.

(...)

Casa onde nasceu o poeta - desenho de Arievaldo Viana

* * *

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CEARENSES EM PORTUGAL


Banda Doutor Raiz

Mostra Sesc Luso-Brasileira

Religação cultural

Em seu último dia, a Mostra Sesc Luso-Brasileira de Culturas assiste aos reencontros entre as tradições nordestinas com suas raízes lusitanas.

Com raríssimas exceções, quando um artista do Brasil fala que fez ou vai fazer uma turnê no exterior, logo se pensa: é show para brasileiro. Mas não foi o que se viu, na última terça-feira, primeiro dia da Mostra Sesc Luso-Brasileira de Culturas, na Associação Acadêmica de Coimbra, durante a apresentação da banda Dr. Raiz. O grupo musical, formado na região do Cariri, subiu ao palco pouco mais de meia-noite.

A reação do público, composto basicamente por estudantes da Universidade de Coimbra, muitos ainda com livros e mochilas, era imprevisível. Afinal, tratava-se apenas de uma banda brasileira da qual, provavelmente, nenhum deles jamais tinha ouvido falar. Mas bastaram os primeiros acordes para que a plateia começasse a se entreolhar. "Este som é muito bom", admirou-se um.

Logo, estavam todos de pé, em frente ao palco, dançando e até arriscando cantar trechos das letras que eram captados na hora. A mistura de reisado, coco, forró pé-de-serra, baião, maracatu, literatura de cordel, rock, blues, teatro, dança e adereços baseados na tradição popular foi certeira. Surpresa até para os próprios integrantes do Dr. Raiz, que, a medida em que o público reagia, devolviam o carinho tocando, cantando e dançando com ainda mais vigor.

O grupo, que encerrou as atividades há dois anos, reuniu-se somente para esta apresentação. "Deu até vontade de voltar (a tocar)", brincou Ramon Saraiva, guitarra, baixo e voz. "Estávamos sem tocar desde 2009 e foi maravilhoso ter podido tocar em outro País e com uma receptividade tão boa".

Mas não foi apenas o Dr. Raiz que mexeu com Coimbra. A cidade também vai deixar marcas nos integrantes. Para Ramon, a região emana história. "Vamos todos voltar impressionados com tudo. Está sendo muito legal fazer esse intercâmbio de informações", disse. "De certa forma, a banda tem uma ligação com essa cultura europeia, que chegou ao Nordeste no tempo da colonização".

VER MATÉRIA COMPLETA NO CADERNO 3 - DIÁRIO DO NORDESTE
Link: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=993990


TEXTO: FILIPE PALÁCIO (enviado de Coimbra)
FOTO: SÉRGIO AZENHA


 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

MESTRES DO CORDEL

LEANDRO GOMES DE BARROS



Por: ARIEVALDO VIANA*


Leandro Gomes de Barros nasceu na fazenda Melancia, em Pombal-PB, no dia 19 de novembro de 1865 e faleceu em Recife-PE, no dia 4 de março de 1918, segundo alguns pesquisadores, vitimado pela Influenza espanhola. Era filho de José Gomes de Barros Lima e de dona Adelaide Xavier de Farias, irmã do padre Vicente Xavier de Farias, que ajudou a criá-lo. Por causa dos maus tratos que o padre lhe infligia, fugiu de casa ainda na adolescência, tendo passado muitas privações. Qualquer semelhança com a história de Cancão de Fogo e Alfredo talvez não seja mera coincidência:

“Fui um menino enjeitado,
Fui triste logo ao nascer,
Nenhuma ave noturna
Tão triste não pode ser
Eu sou igual ao deserto
Onde ninguém quer viver”

Leandro residiu, até os 15 anos de idade, no Teixeira, na Paraíba (berço dos grandes cantadores do passado), tendo se mudado após esse período para Vitória de Santo Antão-PE, onde casou-se com dona Venustiniana Eulália de Barros, com quem teve quatro filhos, segundo apurou a conceituada pesquisadora Ruth Brito Lemos Terra em sua obra , Memórias de Lutas: Literatura de Folhetos do Nordeste  1893  1930. Os filhos de Leandro eram Rachel Aleixo de Barros Lima, Herodias (Didi), Julieta e Esaú; este último seguiu a carreira militar, tendo participado da Revolução de 1924 e da Coluna Prestes. Na década de 1970 Ruth Terra conseguiu entrevistar Julieta Gomes de Barros, uma das filhas de Leandro, tendo colhido excelentes informações sobre a família do poeta. Um dos filhos, Esaú, assinou juntamente com a mãe o documento de venda da obra de seu pai ao poeta João Martins de Athayde.



Ele foi o fundador da poesia popular no Brasil e o mais importante poeta de seu tempo, conforme o testemunho do poeta Francisco das Chagas Batista. É também autor de dois folhetos, dos três que serviram de inspiração para Ariano Suassuna compor O Auto da Compadecida. São eles: O Dinheiro - O testamento do cachorro -, de 1909, e O Cavalo que Defecava Dinheiro. Estima-se que sua vasta produção literária, iniciada em 1889, no estado de Pernambuco, atinge cerca de 600 títulos, dos quais foram tiradas mais de 10 mil edições. Entre 1906 e 1917  foi proprietário de uma pequena gráfica para impressão e distribuição de seus próprios folhetos, em Recife-PE, tendo vendido o seu prelo ao amigo Francisco das Chagas Batista, da Popular Editora.  Após a sua morte, em 1918, seu genro Pedro Batista (irmão de Chagas Batista e esposo de Rachel Aleixo de Barros, filha de Leandro), continuou editando a sua obra em Guarabira-PB, fazendo algumas revisões de linguagem.
Em 1921 ocorreu a venda dos direitos autorais de Leandro Gomes de Barros, pela viúva do poeta, a João Martins de Athayde, que passou a publicar os folhetos omitindo nas capas o nome do autor e alterando o acróstico na estrofe final de muitos folhetos.  Leandro escreveu folhetos de cordel de grande aceitação popular, como História da Donzela Teodora, Juvenal e o Dragão, História de Pedro Cem, A Vida e o Testamento de Cancão de Fogo, Batalha de Oliveiros com Ferrabrás, A Força do Amor  Alonso e Marina, Antônio Silvino, o Rei dos Cangaceiros e O Boi Misterioso. Pioneiro na produção de literatura de cordel no país, Leandro Gomes de Barros foi considerado por Luís da Câmara Cascudo "o mais lido de todos os escritores populares. Escreveu para sertanejos e matutos, cantadores, cangaceiros, almocreves, comboieiros, feirantes e vaqueiros. É lido nas feiras, nas fazendas, sob as oiticicas, nas horas do 'rancho', no oitão das casas pobres, soletrado com amor e admirado com fanatismo. Seus romances, histórias românticas em versos, são decorados pelos cantadores". No poema abaixo, o poeta faz uma interessante auto-descrição de seu tipo físico:


LEANDRO POR ELE MESMO


A cabeça um tanto grande e bem redonda,
O nariz, afilado, um pouco grosso;
As orelhas não são muito pequenas,
Beiço fino e não tem quase pescoço.



Tem a fala um pouco fina, voz sem som,
De cor branca e altura regular,
Pouca barba, bigode fino e louro.
Cambaleia um tanto quanto ao andar.



Olhos grandes, bem azuis, da cor do mar;
Corpo mole, mas não é tipo esquisito,
Têm pessoas que o acham muito feio,
Mas mamãe, quando o viu, achou bonito!



* In "Acorda Cordel na Sala de Aula", segunda edição, Editora Queima-Bucha, 2010.

MEMÓRIA DO CANGAÇO


SAI A SEGUNDA EDIÇÃO DE MARIA BONITA,
A RAINHA DO CANGAÇO

2011, ano do Centenário de Nascimento de Maria Bonita, o escritor pernambucano João de Sousa Lima (natural de São José do Egito) lança a segunda edição de Maria Bonita, a Rainha do Cangaço, uma das melhores biografias sobre "a  mulata da Terra do Condor". 
O livro é o mais completo relato da vida de Maria Bonita, desde seu nascimento até sua morte na Grota do Angico. Segundo o autor,'"a  segunda edição sai com a ficha catalográfica, o ISBN e de acordo com a Lei do Depósito Legal, o livro foi adotado por colegios e universidades locais e precisava estar de acordo com essa documentação. Tornou um dos livros mais vendidos sobre o cangaço, com uma venda de 9.000 exemplares até os dias atuais."

Para adquirir : 75-8807-4138 ou pelo email: joaoarquivo44@bol.com.br

Maria Bonita - ilustração de Arievaldo Viana
para a capa da revista Nordeste 21


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NOTÍCIA - No próximo dia 12 de junho nosso blog irá completar 2 meses no ar. Já ultrapassamos a marca de 10 mil visitas, muitas da Europa e Estados Unidos. Bélgica, EUA, Alemanha, Holanda e Portugal são os países estrangeiros de onde recebemos maior número de visitas. Nossa primeira postagem foi "O Tronco do Ipê em Cordel", de 12 de abril de 2011.