sábado, 12 de novembro de 2016

A ZUADA DA MUTUCA

"Quem não lê, mal vê e mal escuta", já dizia Lucas Evangelista
Foto: Raimundo Cândido - Ribeira do Poti


Véi  Lucas Evangelista
Menestrel da Calambanha
Me disse cheio de manha
Que jamais saiu da pista
Não quer saber de GOLPISTA
Nem dessa mídia maluca
Com seu talento cutuca
Quem vive a nos explorar
E não quer mais escutar

A ZUADA DA MUTUCA!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Relembrando MESTRE AZULÃO

Palmeirinha e Azulão, dupla de fibra que fez
história no Rio de Janeiro.

ARIBU

Dentre os “finados” de que hoje me lembrei, um em especial me despertou boas risadas... O inesquecível MESTRE AZULÃO.



Era o mestre Azulão (o poeta paraibano José João dos Santos) quem me contava essa deliciosa anedota, com sua prosa fácil, encantadora e verve aguçada. 

O 'causo' refere-se a um sujeito do brejo paraibano, chamado Ari – e por conta de ser meu xará é que ele me contou isso umas cinco ou seis vezes, morrendo de rir.

Segundo o Azulão, o  cabra era morto de preguiça e totalmente despreocupado com o futuro da prole. Pai de uma récua de filhos, passava as tardes sentado num banco de aroeira, suspenso por duas forquilhas, posto à frente do casebre de taipa, dedilhando uma viola velha e desafinada, com pretensões de cantador. Num extremo da cerca, onde haviam jogado um gato morto, baixou um urubu. Um dos pequeninos, admirados de ver um bicho daqueles assim de perto, exclamou:

— Pía, pai! Olha acolá, um ARIBU.

— Olha acolá o quê, menino?!

— Um ARIBU, pai...


O sujeito meio agastado, segurou o braço da viola bruscamente, parando a toada e, em tom professoral, explicou:

— ARI, não, meu filho! Aribu não! ARI é seu pai. A pessoa que lhe deu a vida, que lhe gerou e  lhe sustenta com tudo que há de bom e de melhor! Aquele peste acolá é um URUBU. Um bicho nojento, asqueroso, fedorento, que vive unicamente de comer carniça, de remexer nos monturos, de beliscar coisa podre, de meter o bico aonde não deve... Ari... Ari é seu pai, meu filho!


 Zé Maria, Azulão, Arievaldo e Geraldo Amâncio.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

DIA DE SÃO NUNCA




Hoje, 01 de novembro, é o DIA DE TODOS OS SANTOS.
Dizem que um sujeito velhaco comprou um garrote fiado a um vizinho sem a menor intenção de pagar. Depois do bicho  laçado e já fora do curral, o sujeito montou-se em seu cavalo, tangeu o novilhote e ainda teve a cara de pau de dizer:
- Compadre, este daqui eu só lhe pago dia de SÃO NUNCA.
- Não tem problema, compadre. Pode levar o garrote. - Respondeu o compadre sem se alterar.


Passou-se o tempo.
Quando foi dia de TODOS OS SANTOS o compadre dono do garrote amanheceu o dia na porta do velhaco:
- Vim buscar o dinheiro que você me deve...
- Que dinheiro?
- O dinheiro do garrote. Hoje é Dia de Todos os Santos e São Nunca, com toda certeza, deve estar no meio.
E foi assim que conseguiu arrancar o dinheiro do finório.

(De "Os contos do Policarpo")

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

VIVA BELCHIOR!



OS 70 ANOS DE BELCHIOR EM CORDEL


Um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, gravado por Roberto Carlos, Elis Regina, Jair Rodrigues, Antônio Marcos, Ney Matogrosso, Maria Rita, Raimundo Fagner e outros medalhões da música brasileira está “desaparecido” há mais de cinco anos e já foi alvo de reportagens do programa ‘Fantástico’, da Rede Globo de Televisão e outros programas de TV. Estamos falando do cearense BELCHIOR (Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenele Fernandes), sobralense nascido aos 26 de outubro de 1946.
Durante esse período do “sumiço” do Bel, como é chamado carinhosamente pelos amigos de sua geração, travei uma sólida amizade com o músico piauiense Jorge Mello, o seu principal parceiro em mais de 20 composições. Eles começaram a carreira juntos, nos programas da TV Ceará e partiram para o Sudeste no começo da década de 1970. Chegaram a dividir a mesma “quitinete”, enquanto aguardavam ventos favoráveis para gravação dos primeiros trabalhos.
Jorge Mello é um cara muito organizado. Guarda todas as reportagens do período, depoimentos, gravações de programas de rádio e TV, cartazes e ingressos de shows e pretende escrever um livro sobre os artistas de sua geração, o chamado “Pessoal do Ceará”.
Jorge mora em São Paulo e passa a maior parte do tempo compondo, escrevendo ou desenhando num sítio que possui no interior paulista. O seu fabuloso acervo é frequentemente consultado por jornalistas, pesquisadores e também por estudantes que realizam pesquisas de mestrado e doutorado.
Ultimamente eu e Jorge Mello trabalhamos na produção de um folheto de cordel homenageando o grande compositor cearense. E, por que um cordel? Por vários fatores. Primeiro porque Jorge Mello é cordelista e repentista de talento. Segundo porque o próprio Belchior admite que suas maiores influências como músico foram os poetas e cantadores de feira.
Assim sendo, Jorge convidou-me para escrever esse trabalho em parceria e foi assim que nasceu o folheto “Peleja de um TROVADOR ELETRÔNICO com o ROBÔ GOLIARDO” dois personagens que aparecem em composições de Jorge Mello e Belchior. Eis alguns trechos do trabalho, ainda inédito:



HOMENAGEM A BELCHIOR – A INCRÍVEL PELEJA
DO TROVADOR ELETRÔNICO COM O ROBÔ GOLIARDO
Autores: Arievaldo Vianna e Jorge Mello



ARI - Vinda das constelações
Do espaço sideral
Uma estrela fulgurante
Clareou o meu quintal
Num instante de magia
Derramando poesia
E melhorando o astral.

E foi quem trouxe a notícia
Que para nós tem valor
Falando do paradeiro
De um genial trovador
Um repentista inspirado
Compositor renomado
Que se chama BELCHIOR.

JM - Sou feito do aço forte
Do aço bom de martelo
Também um compositor
Sou um poeta no prelo
E meu rebanho apascento...
Agora me apresento:
Eu me chamo Jorge Mello.

Meu filho ainda pequeno
Por muitas vezes dizia,
Em conversas de garotos,
Alunos da academia,
Falando de meu trabalho
Dos repentes que espalho
E a sua filosofia:

“Meu velho pai  já sabia
Toda  a batida do rock.
E a sua sabedoria
É cria de Woodistock.
Que a tal batida recria...
É,  que seu olho já via
Como enxergava  Sherlock.”

Tudo porque minha obra
Fundiu-se a de Belchior.
Esse poeta maior!
E grande compositor...
Então, por estas razões
Criamos muitas canções
Obras de muito valor.

“O som do alto-falante,
Rolava e me dava um toque.”
É o Trovador Eletrônico
Aqui berrando seu roque.
É o Robô Goliardo!
Eu nunca falho nem tardo
Mostrando  rock do estoque.

ARI - Feito bala de bodoque
A minha rima é certeira
Da arte de Zé Pacheco
A minha lira é herdeira
Sou poeta e menestrel
Nasci pra fazer cordel
E cantar no meio da feira.

Abrindo larga clareira
O meu estro sempre emana
Vou cantar com Jorge Mello
Poeta que não se engana
E também bebe cerveja
E topa nessa peleja
ARIEVALDO VIANNA.

 Como Poe, poeta louco
Eu pergunto ao passarinho:
E as velas do Mucuripe?
E o meu paletó de linho?
Black bird me responde
O passado nada esconde
Estás melhor que o vinho!

Mudando agora a toada
Novo caminho eu revelo
Chamo o Robô Goliardo
(E o bardo Jorge Mello)
A fim de mostrar seu dote
Cantando em cima do mote
Nos dez pés de um martelo.

D E C I M A S:

ARI  - Jorge Melo eu agora de previno
Pra mudar o estilo da toada
Preste bem atenção meu camarada
Na pisada do verso cristalino
Eu já sei que também és nordestino
E que sabes versejar com maestria
Nos segredos da velha cantoria
És um sol que rebrilha no quintal...
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia!

JM - O talento é igual ao diamante
Não tem brilho, nem cor sem o trabalho
Vem da força da terra no cascalho
Só então o carvão fica brilhante.
Poetar é um pouco desse instante...
Quando ferve a palavra em agonia
Sai  a joia que só o poeta cria.
Escrever é o gozo triunfal...
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia!

ARI – Se “El Condor” desliza sobre os Andes
E esparrama suas asas sobre nós
É preciso que se cante e solte a voz
Na toada da viola que expandes
Não se pode olvidar a obra dos grandes
Trovadores que divulgam a cantoria
Se agora estou por fora, um novo dia,
Vai surgir para afugentar o mal
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia!

JM - Muito embora eu pareça um guerreiro
De origem  até de outro planeta
Tenho a força do rabo do capeta
Sou da terra, como é qualquer vaqueiro.
O futuro tá aí meu companheiro
Revelando o segredo da magia
Vim pra ver e cantar sabedoria
De origem até medieval
Belchior é poeta universal
Já criou e fez tudo em poesia.


(...)









quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O NEGÓCIO É CHALEIRAR...




Como dizia o compositor pernambucano Acyolli Neto, na canção Severina Cooper, em tempo de eleição o negócio é chaleirar. A fórmula é antiga, vem dos tempos da República Velha, como se pode ver na obra do poeta Leandro Gomes de Barros, autor, dentre outros, dos poemas “O chaleira de berço” e “Ave-Maria da Eleição”. O termo chaleira também era muito usado pelos cartunistas da época, como se pode ver nessa charge acima, da autoria de Raul. A charge é do tempo da Ditadura Vargas e mostra um oportunista se adaptando aos novos ares da política brasileira.
Chegamos, enfim, ao Século XXI, com sua assombrosa modernidade, a magia do cinema em 3D, sondas espaciais vagando pelo Espaço Sideral, internautas viciados nas redes sociais, falando mal da vida alheia e caçando Pokémons, mas a velha e boa CHALEIRA continua fumegando sobre as chamas da política.

Ave Maria da Eleição – Leandro Gomes de Barros.

No dia da eleição
O povo todo corria
Gritava a oposição
– Ave Maria!

Viam-se grupos de gente
Vendendo votos na praça
E a urna dos governistas
Cheia de graça

Uns a outros perguntavam:
— O senhor vota conosco? —
Um chaleira respondeu:
— Este O Senhor é convosco

Eu via duas panelas
Com miúdos de dez bois
Cumprimentei-a, dizendo:
Bendita sois

Os eleitores
Das espadas dos alferes
Chegavam a se esconderem
Entre as mulheres

Os candidatos andavam
Com um ameaço bruto
Pois um voto para eles
É bendito fruto

Um mesário do Governo
Pegava a urna contente
E dizia — “Eu me gloreio
Do vosso ventre!”

(...)

O chaleira é também chamado de XELELÉU e até foi retratado magistralmente numa cantiga do saudoso Coronel Ludugero. De uns tempos para cá, tornou-se mais comum o termo BABÃO. Eis um cordel que fiz em parceria com o poeta Jota Batista tratando do assunto:



PERIPÉCIAS DE UM BABÃO


O chaleira, o puxa-saco,
O corta-jaca, o babão
São frutos do mesmo cacho
Sementes do mesmo chão
São peças do mesmo jogo
São cinzas do mesmo fogo
Todos têm pauta com o cão.

São pedras da mesma trempe
São gente da mesma laia
Pêlos do mesmo sovaco
Atletas da mesma raia
Tacos da mesma sinuca
Varas da mesma arapuca
São piores que lacraia

Areia da mesma praia
E praias do mesmo mar
Tem a mesma consciência
Das quengas do lupanar
Tijolos do mesmo muro
Ratos do mesmo monturo
Redes do mal balançar

Ninguém pode se livrar
Das astúcias de um babão
Porque é capaz de tudo
Para agradar ao patrão
Lambe chão, escova bota
Só para ver a derrota
De alguém da repartição.

Todo local de trabalho
Tem um sujeito babão
Que vive dependurado
Nos testículos do patrão
Chama a todos de colega
Mas na hora da entrega
Delata até um irmão...

É um Coxinha da vida
É uma arapuca armada
Pra ver o chefe contente
Vive de contar piada
O chefe finge que ri
Sabendo que aquele ali
E uma barca furada.

É o primeiro que chega
O derradeiro que sai
Se o patrão chama ele vem
Se o chefe manda ele vai
Agrada os superiores
Pra bajular os “doutores”
A própria mãe ele trai

(...)
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS


domingo, 7 de agosto de 2016

A PARÁBOLA DO RATO



A PARÁBOLA DO RATO
Por Arievaldo Vianna

Certo dia um homem entrou
Na loja de antiguidade
E viu logo uma estátua
De alta fidelidade;
Um ratinho de metal
De tamanho natural
Parecendo de verdade.

A cor natural do bronze
Era um encanto a parte
O homem ficou vidrado
Naquela obra de arte
E dirigiu-se ao balcão
Com o objeto na mão
Querendo comprar, destarte.

E foi logo perguntando
Qual era o preço do rato...
O vendedor respondeu:
- Amigo, é muito barato.
Mas ele tem uma história
E a sua trajetória
É bom que saibas, de fato.

Esse objeto custa
Cinquenta reais, somente.
Porém a história dele
É um mistério envolvente
Para saber algo mais
Me pague 10 mil reais
Então  lhe farei ciente.

O homem pensou um pouco
Depois respondeu assim:
- Amigo, eu só quero o rato.
É o que interessa a mim...
Já a história da peça
De modo algum me interessa
Disso não estou a fim.

Pagou e depois saiu
Com o pacote na mão
Porém mal pisou na rua
Viu logo uma multidão
De ratos que lhe seguiam
De toda parte saiam
Ratinhos em profusão.

Essa grande legião
Não parava de segui-lo
O homem ficou pasmado
Quando observou aquilo
Tratou então de correr
Desesperado a dizer
- Meu Deus, não estou tranquilo.

Nessa carreira que deu
Foi parar na beira-mar
Foi então que resolveu
Do tal rato se livrar
Então, sem mais embaraço,
Com toda força do braço
O rato pôde jogar.

E a legião de ratos
Que beirava uns mil e cem
Acompanhou  a estátua
E se jogaram também
Naquele mesmo momento
Morreram de afogamento
Nas horas de Deus, amém!

O sujeito aliviado
Por se livrar dessa escória
Retornou ao Antiquário
Que disse, cheio de glória:
- Eu já sei que o amigo
Passou por grande perigo
E quer comprar a história!

- Lá quero saber de história,
Nem a prazo e nem a vista...
(Disse logo o comprador)
- Quero é saber se esse artista
Faz de modo natural,
Uma estátua de metal
Do Presidente RACISTA!

(Baseado numa postagem do internauta Hélio Guedes Câmara, compartilhada pelo poeta Elias de França, de Crateús-CE)



domingo, 31 de julho de 2016

LIVROS E CORDÉIS À VENDA



INFORMO aos meus leitores que dispomos dos seguintes livros em estoque e enviamos pelo CORREIO para qualquer parte do Brasil, mediante depósito em conta corrente Banco do Brasil.
Maiores informações: acordacordel@hotmail.com


1 - O BAÚ DA GAIATICE - R$ 30,00 + FRETE

2 - ACORDA CORDEL NA SALA DE AULA (Livro, caixa com 12 folhetos e CD) - R$ 80,00 + FRETE

3 - ENCONTRO COM A CONSCIÊNCIA - R$ 30,00 + FRETE

4 - SERTÃO EM DESENCANTO - R$ 30,00 + FRETE

5 - O BICHO FOLHARAL - R$ 25,00 + FRETE

6 - O PAVÃO MISTERIOSO (infanto-juvenil) R$ 30,00 + FRETE

7 - O JUMENTO MELINDROSO DESAFIANDO A CIÊNCIA - R$ 20,00 + FRETE

8 - SÃO FRANCISCO DE CANINDÉ NA LITERATURA DE CORDEL - R$ 30,00 + FRETE

9 - O QUE É CORDEL - de Franklin Maxado - R$ 30,00 + FRETE

10 - VERTENTES E EVOLUÇÃO DA LITERATURA DE CORDEL - Gonçalo Ferreira - R$ 20,00 + FRETE

FOLHETOS DA EDITORA LUZEIRO - R$ 5,00

FOLHETOS FORMATO TRADICIONAL (vários autores) - R$ 3,00.

FOLHETOS SIMPLES

ALGUNS TÍTULOS EM ESTOQUE:


- O valente Zé Garcia - 40 páginas
- Batalha de Oliveiros com Ferrabras - 32 páginas
- A prisão de Oliveiros - 32 páginas
- Artimanhas de João Grilo (Arievaldo Viana) - 32 páginas
- O misterioso crime das tres maçãs - 24 páginas
- João Bocó e o Ganso de Ouro - 16 páginas
- Mil e uma maneiras de manter seu casamento - 16 páginas
- Luiz Gonzaga, o rei do baião - 16 páginas
- Yoyô, o bode misterioso - 20 páginas
- O batizado do gato - 8 páginas
- Discussão de seu Lunga com um corno - 8 páginas
- As peripécias da vaqueira Rosadina - 16 páginas
- Peleja de Severino Pinto com Severino Milanês - 16 páginas
- A donzela Teodora - 32 páginas
- Iracema, a virgem dos lábios de mel - 32 páginas
- A visita da morte - 16 páginas
- O jumento melindroso desafiando a ciência - 16 páginas
- A chegada de Lampião no inferno - 8 páginas
- Romualdo entre os bugios (40 páginas) - Ed. CORAG
- Quinta de São Romualdo (40 páginas) - Ed. CORAG
- A didática do cordel - 16 páginas
- A gramática em cordel - 16 páginas
- Meu martelo - 8 páginas.
- A festa dos cachorros - José Pacheco - 16 páginas
- A cura da quebradeira - Leandro G. de Barros - 08 páginas
- A intriga do cachorro com o gato - 08 páginas
- O jumento melindroso desafiando a ciência - 16 páginas*
- O valente Zé Garcia - 40 paginas
- Peleja de Romano com Inácio da Caatingueira - 16 páginas
- Peleja de Pinto com Milanês - 16 páginas.

FOLHETOS DA EDITORA LUZEIRO, CAPA COLORIDA, formato 13x18cm – R$ 5,00