segunda-feira, 23 de maio de 2016

LANÇAMENTO NO SPETTU'S VIANA



Fotos do lançamento do livro SERTÃO EM DESENCANTO - GÊNESIS SERTANEJA - I VOLUME DE MEMÓRIAS no bar Spettu's Viana, no bairro Siqueira (Fortaleza-CE)








quarta-feira, 18 de maio de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

Jô Oliveira no Salão FNLIJ

JÔ OLIVEIRA ESTARÁ NO 18º SALÃO FNLIJ DO LIVRO PARA CRIANÇAS DE JOVENS


O ilustrador Jô Oliveira, com que já fizemos vários livros em parceria, participará da 18ª edição do SALÃO FNLIJ DO LIVRO PARA CRIANÇAS E JOVENS, no Rio de Janeiro. Jô participará dos Encontros Paralelos FNLIJ / PETROBRAS, atividade do 18º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que será realizado de 8 a 19 de junho de 2016, no Centro de Convenções Sul América, Av. Paulo de Frontin, nº 1, Cidade Nova, Rio de Janeiro.
Sua apresentação será no dia 17 de junho, na mesa Shakespeare, às 14 horas. O tempo destinado à sua participação será de 15 minutos. Nessa ocasião, Jô Oliveira falará das adaptações que fizemos da obra de Shakespeare para o Cordel: A ambição de Macbeth (PNBE 2009), SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (Ed. Amarylis) e OTHELO E DESDÊMONA (Editora Pallas), bem como de outras adaptações feitas por Marco Haurélio (Rei Lear, A megera domada) e José Santos (Muito barulho por nada). A informação sobre a participação de Jô Oliveira no Salão FNLIN é de Elizabeth Serra - Secretária Geral - FNLIJ




OUTRAS ADAPTAÇÕES: A obra mais frequentemente adaptada para o cordel da qual conhecemos, pelo menos, umas três versões é Romeu e Julieta. A primeira delas foi feita na primeira metade do Século XX, por João Martins de Athayde. Atualmente venho trabalhando na adaptação de algumas obras de Shakespeare ambientadas no Nordeste (livre adaptação) mantendo a essência da narrativa do grande dramaturgo inglês. Essa nova série está sendo coordenada por Arlene Holanda e deverá sair pela Editora IMEPH.
Outro clássico da Literatura Universal que também vem recebendo várias adaptações de Arievaldo Vianna, Stélio Torquato e do falecido Manoel Monteiro é Miguel de Cervantes, autor de D. Quixote e de Novelas Exemplares.
Vale lembrar ainda que meu compadre Stélio Torquato Lima também lançou as peças de Shakespeare em cordel pela editora Armazém da Cultura, com ilustrações de Fernando Vilela.



SHAKESPEARE E O CORDEL

O dramaturgo cearense José Mapurunga, ao analisar a minha adaptação de Macbeth, disse o seguinte: “Muitos enredos das maravilhosas peças teatrais de Shakespeare foram colhidos em cordéis vendidos nas feiras européias no século XVI. Eram enredos simples, escritos a maioria das vezes em prosa, que ganharam sangue, carne e nervos nas reflexões sobre a natureza humana tecidas por um dos mais geniais autores de todos os tempos. Daí, causa-me um certo espanto serem poucos os textos de Shakespeare que retornaram ao cordel feito no Brasil, acrescentados dos elementos que induzem às pessoas a refletirem sobre os maus passos que possam dar sob a influência de pensamentos destruidores.”
Em Sonho de uma noite de verão o grande dramaturgo inglês mistura elementos da mitologia grega e da fábula, dando um ‘toque de Midas’ com a sua genialidade, o que faz de seu texto uma obra sempre visitada e própria para releituras. A presença de personagens com poderes mágicos como a Rainha das Fadas, Oberon, o Rei dos Elfos e o atrapalhado Puck dão um toque de encantamento à história que ainda hoje fascina pessoas de todas as idades. Os desencontros iniciais entre os dois casais culmina em um final feliz, coisa que não é comum na obra desse autor. Eu gosto de histórias com final feliz. Quando o ilustrador Jô Oliveira propôs a adaptação de algumas obras de Shakespeare para um formato infanto-juvenil, achei que essa fosse uma das peças mais adequadas para esse público.
De antemão asseguro que essa adaptação prima pela fidelidade ao original do bardo britânico, com o mérito de renovar a linguagem para um estilo brasileiro por excelência, a Literatura de Cordel, através de 40 sextilhas (estrofes de seis versos de sete sílabas) a modalidade mais recorrente nesse gênero poético. No cordel, a rima e a métrica emprestam um ritmo a narrativa tornando-a muito agradável quando lida em voz alta. Que venham novas adaptações, pois Shakespeare bem que o merece. E o público leitor, principalmente das escolas, tem muito a ganhar com isso.


Arievaldo Viana

sexta-feira, 29 de abril de 2016

NOVO LIVRO DE ARIEVALDO VIANNA

Padre Mororó, D. Guidinha do Poço, Antônio Conselheiro, 
Vaqueiros e Cantadores estão no livro SERTÃO EM DESENCANTO.

SERTÃO EM DESENCANTO – I VOLUME DE MEMÓRIAS

Novo livro de Arievaldo Vianna resgata a história dos clãs Sousa-Mello, Martins Vianna, Barbosa-Severo, Fonseca-Lobo, Chagas, Paulino, Araújo, Maciel, Aderaldo, Lima, dentre outros. São 300 anos de história que se desenrolaram nos municípios de Sobral, Santa Quitéria, Quixeramobim, Canindé, Itatira, Madalena e Boa Viagem.

SERTÃO EM DESECANTO – I VOLUME DE MEMÓRIAS, o 31º livro do escritor Arievaldo Vianna, será lançado no próximo dia 07 de maio em Canindé-CE. Essa data marca o 75º aniversário de seu pai, Francisco Evaldo de Sousa Lima, que também completa este ano suas bodas de ouro com dona Hathane Viana Lima.
Este livro, a rigor, não é um livro de GENEALOGIA, porém um livro de história.  Não é a visão de quem esteve no centro da história, ou fazendo história, mas de quem participou discretamente ou a ouviu contar, num ambiente totalmente fora do eixo onde os acontecimentos se desenrolavam.
As vilas de QUIXERAMOBIM, CANINDÉ E SOBRAL, como qualquer outra, tinham os seus figurões, os seus mandantes, os seus caciques. No final do Século XVIII e primeira metade do Século XIX nossos antepassados eram mais atuantes e estiveram à frente de alguns acontecimentos importantes. Depois do fracasso da Confederação do Equador, os SOUZA-MELO, MARTINS-VIANA, SEVERO-BARBOSA preferiram o anonimato. Focaram suas ações na lida do campo, na agricultura e na pecuária, participando discretamente dos acontecimentos ao longo de quase 200 anos de história.
À exceção do PADRE MORORÓ, pelo lado SOUSA MELO e do ex-ministro ARMANDO FALCÃO pelo ramo BARBOSA-SEVERO, ao qual era filiado meu avô MANOEL BARBOSA LIMA, não tenho notícias de grandes voos de parente algum no campo da política.Tem sido sempre uma colaboração discreta, persistente e um olhar atento à história, desde os avós dos meus avós.
No campo da CULTURA, entretanto, a coisa muda de figura. Os LIVROS sempre estiveram presentes nesses lares sertanejos e o homem de letras sempre foi visto com entusiasmo pelos meus antepassados. Um José de Alencar, um Machado de Assis, um Humberto de Campos sempre gozaram de mais prestígio que qualquer figurão da política.  Aprendi com os antigos, sobretudo com a minha avó ALZIRA o respeito e o carinho pelos homens de letras e a devoção pelo universo da Literatura.
Daí que a proposta desse livro, SERTÃO EM DESENCANTO, é contar a saga dessas famílias ao longo dos últimos 300 anos, mesclando-a com acontecimentos históricos dos sertões de Sobral, Quixeramobim e Canindé, permeando-a com citações recorrentes à João Brígido, Barão de Studart, Manuel de Oliveira Paiva, Gustavo Barroso, D. Antônio de Almeida Lustosa, Martins Capistrano, Antônio Bezerra, Rodolfo Teófilo, Rachel de Queiróz e outros expoentes do mundo das letras que se ocuparam dessa região em seus escritos.



TRECHO DO PREFÁCIO, POR SÍLVIO R. SANTOS

(...) MANUSCRITOS, NATURALMENTE – Bem poucas famílias tiveram oportunidade de desvendar suas origens através da herança de manuscritos, quando a alfabetização foi sempre uma exceção. Que dirá em prosa e verso. Desse sortilégio soube-se haver o autor, para saber de sua capacidade de realização seria preciso conhecê-lo desde menino, o que vem a ser o caso. Bem poderia o mesmo se contentar com um livro genealógico, pinçar fotos, mas empreendeu obra de maior abrangência, quando vista em conjunto, mesmo de grande fôlego. Nessa empreitada contou com a ajuda de parentes, alguns bem distantes, indispensáveis para a descoberta de fotos raras e manuscritos ainda mais. Qual seja divulgar fatos imprescindíveis da história nordestina e, ao mesclá-los com o de sua narrativa familiar, desmistifica-los, trazendo-os ao chão, para o interesse do leitor comum, o leitor por excelência.  O que talvez na era digital não esteja na pauta dos assuntos à tona, mas devido à maestria da exposição, certamente deveria alterar esse estado de coisas. Quantos alunos nos dias de hoje saberão sobre a Confederação do Equador? Padre Mororó? Dona Guidinha do Poço? Alguns até mais recorrentes como o Conselheiro de Canudos, tendo como pano de fundo o sertão central: de Quixeramobim, de Madalena, de Canindé?  É de crer que não muitos. A esta altura, deve-se pleitear, portanto, a inserção de outro significado ao desencanto de que ora se trata, alterando-se seu sinal para positivo. Embora o autor deste livro assegure de forma lírica que seu pesar é pelo seu sertão que não mais existe, enquanto estas linhas foram sendo alinhavadas, surgiu a possibilidade da acepção informal que traduz o ato de aparecer ou encontrar o que estava sumido. Já que o mesmo veio trazer à cena personagens que estavam, por assim dizer, “encantados”, desaparecidos do mundo e da história. Nada mais justo, embora à revelia do mesmo, necessário é que se frise. (...)
SERTÃO EM DESENCANTO, 288 páginas, editora Queima-Bucha.

O lançamento será no buffet Casa da Pedra, a partir de 19h, na Avenida São Francisco e contará com a presença dos artistas canindeenses JOTA BATISTA e HILDEBRANDO DO ACORDEÓN. Sintam-se convidados, desde já!


quinta-feira, 7 de abril de 2016

LANÇAMENTO EM BREVE



SERTÃO EM DESENCANTO
Gênesis Sertaneja | I Volume de Memórias

Este livro, a rigor, não é um livro de GENEALOGIA, porém um livro de história.  Não é a visão de quem esteve no centro da história, ou fazendo história, mas de quem participou discretamente ou a ouviu contar, num ambiente totalmente fora do eixo onde os acontecimentos se desenrolavam.
As vilas de QUIXERAMOBIM, CANINDÉ E SOBRAL, como qualquer outra, tinham os seus figurões, os seus mandantes, os seus caciques. No final do Século XVIII e primeira metade do Século XIX nossos antepassados eram mais atuantes e estiveram à frente de alguns acontecimentos importantes. Depois do fracasso da Confederação do Equador, os SOUZA-MELO, MARTINS-VIANA, SEVERO-BARBOSA preferiram o anonimato. Focaram suas ações na lida do campo, na agricultura e na pecuária, participando discretamente dos acontecimentos ao longo de quase 200 anos de história.
À exceção do PADRE MORORÓ, pelo lado SOUSA MELO e do ex-ministro ARMANDO FALCÃO pelo ramo BARBOSA-SEVERO, ao qual era filiado meu avô MANOEL BARBOSA LIMA, não tenho notícias de grandes voos de parente algum no campo da política.Tem sido sempre uma colaboração discreta, persistente e um olhar atento à história, desde os avós dos meus avós.
No campo da CULTURA é que a coisa muda de figura. Os LIVROS sempre estiveram presentes nesses lares sertanejos e o homem de letras sempre foi visto com entusiasmo pelos meus antepassados. Um José de Alencar, um Machado de Assis, um Humberto de Campos sempre gozaram de mais prestígio que qualquer figurão da política.  Aprendi com os antigos, sobretudo com a minha avó ALZIRA o respeito e o carinho pelos homens de letras e a devoção pelo universo da Literatura.
Daí que a proposta desse livro, SERTÃO EM DESENCANTO, é contar a saga dessas famílias ao longo dos últimos 300 anos, mesclando-a com acontecimentos históricos dos sertões de Sobral, Quixeramobim e Canindé, permeando-a com citações recorrentes à João Brígido, Barão de Studart, Manuel de Oliveira Paiva, Gustavo Barroso, D. Antônio de Almeida Lustosa, Martins Capistrano, Antônio Bezerra, Rodolfo Teófilo, Rachel de Queiróz e outros expoentes do mundo das letras que se ocuparam dessa região em seus escritos.


Certidão de casamento dos meus antepassados FORTUNATO JOSÉ DE SOUSA MELO e ANA ÚRSULA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE, realizado na Fazenda Barrigas (Madalena-CE) em 1818. Livro de Casamentos da Paróquia de Santo Antônio de Quixeramobim.


ANOTAÇÕES DE UM OBSERVADOR

Nos tempos de criança eu morria de curiosidade quando meus avós começavam a contar histórias do passado e falavam de personagens já falecidos ou mesmo de gente ainda viva, mas que eu não conhecia. Veio fase das perguntas, que nem sempre eram respondidas com paciência ou de modo satisfatório. Minha avó paterna, Alzira Vianna de Sousa Lima, era uma exceção. Ela tinha uma certa paciência e explicava o que era possível contar a uma criança, satisfazendo a minha curiosidade infantil. Desde menino eu ouvia falar da Marica Lessa, do Antônio Conselheiro, do Padre Mororó, do velho Damião Carneiro e também de figuras mais chegadas à família como o Miguel do Castro, o Major Cosme da Várzea Grande e a Mãe Sousa.
Havia também os personagens pitorescos que vez por outra surgiam na conversa dos meus tios e avós: o João Quaresma, o Pedro Pia, o Barrocheiro, o Bernaldão o velho José Severo Barbosa (quando uma criança era exigente e luxenta, diziam logo:  “—Esse menino é ovo do véi Zé Severo”). Se o menino dava para mentir, comparavam logo com o tio Miguel Viana e diziam: — Tá ‘gueguelando’, hein? O verbo ‘gueguelar’, criado por minha avó, estava associado à mentira. E eram tantas as histórias do Castro, da Carnaubinha, da Cacimbinha, da Várzea Grande, da Canafístula, do Campo Grande, da Vila Campos e de outras localidades dos Sertões de Quixeramobim e Canindé que eu ficava horas a fio a escutar a prosa dos mais velhos.
De modo que a pesquisa que deu origem a este livro começou em priscas eras, nas remotas conversas que tive com minha avó Alzira e com meu tio José Bruno Vianna. Não que, por essa época, eu tivesse a intenção de escrever, mas desde cedo tive a curiosidade de ouvir e reter na memória tudo que se relacionava com a história de nossos antepassados e da nossa região. Atualmente é meu pai, Francisco Evaldo de Sousa Lima quem me ajuda a recompor essa história elucidando fatos e preenchendo lacunas que haviam se apagado da minha memória.


AGUARDEM! Lançamento previsto para o dia 07 de maio, em Canindé-CE. Local e horário a confirmar.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

FEIRA do CORDEL BRASILEIRO




A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, de 5 a 10 de abril, a primeira edição da Feira do Cordel Brasileiro: Uma caixa de Cordéis para você!. A feira, que acontece no mês em que é comemorado o Dia Internacional do Livro, é uma iniciativa da Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (Aestrofe) e conta com cerca de 30 expositores. Nesta nova edição da antiga Feira Brasileira do Cordel, o homenageado será o cordelista e declamador Mestre Chico Pedrosa, por ocasião dos seus 80 anos de vida e arte.
A programação gratuita reúne muitos dos principais expoentes da literatura de cordel no país, além de cantadores de viola e de música regional. Entre as atrações, estão os músicos Beto Brito, Estrela do Norte, Edilson Barros, do grupo Batuta Nordestina, e Cayman Moreira. Haverá, ainda, show de repentistas com a dupla Geraldo Amâncio e Zé Maria de Fortaleza, assim como declamação de poesias com os cordelistas Klévisson Viana, Evaristo Geraldo, Lucarocas, Paulo de Tarso, Raul Poeta, Arievaldo Viana, Rafael Brito e Chico Pedrosa.
Além disso, a feira conta com palestras, oficinas, apresentações teatrais com os grupos Formosura de Teatro, As Catirinas e Pajearte. Para complementar a programação haverá exposição e venda de folhetos de cordel e lançamentos literários. A curadoria é do cordelista e editor Klévisson Viana, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura (2015) com o livro: O Guarani em cordel (Amarylis), baseado na obra de José de Alencar.
Com o tema Uma caixa de Cordéis para você!, a feira objetiva difundir a leitura da poesia de cordel, assim como promover e fomentar o encontro entre o público em geral com os cordelistas, editores, repentistas, ilustradores e xilogravuristas da nossa tradicional literatura popular em verso. Apesar do seu linguajar simples e informal, a literatura de cordel é, hoje, vista como importante manifestação literária, pois é compreendida como sendo, em língua portuguesa, uma das nossas primeiras manifestações poéticas por ter sua origem na produção oral trovadoresca. Neste sentido, a Literatura de Cordel vem cada vez mais sendo aceita e estudada pelas academias e já possui uma Academia Brasileira de Cordel, fundada em 7 de setembro de 1988, com sede no Rio de Janeiro.
Com o tema Uma caixa de Cordéis para você!, a feira objetiva difundir a leitura da poesia de cordel, assim como promover e fomentar o encontro entre o público em geral com os cordelistas, editores, repentistas, ilustradores e xilogravuristas da nossa tradicional literatura popular em verso. Apesar do seu linguajar simples e informal, a literatura de cordel é, hoje, vista como importante manifestação literária, pois é compreendida como sendo, em língua portuguesa, uma das nossas primeiras manifestações poéticas por ter sua origem na produção oral trovadoresca. Neste sentido, a Literatura de Cordel vem cada vez mais sendo aceita e estudada pelas academias e já possui uma Academia Brasileira de Cordel, fundada em 7 de setembro de 1988, com sede no Rio de Janeiro.

O homenageado: Francisco Pedrosa Galvão nasceu no município de Guarabira, Paraíba, no sítio Pirpiri, em 14 de março de 1936. É poeta e declamador. Estudou na escola do sítio onde morava até o terceiro ano primário quando sofreu a injustiça de ser expulso pela professora, incidente relatado no poema Revolta dum Estudante. Começou a escrever folhetos de cordel aos 18 anos. Ao lado do amigo e poeta Ismael Freire cantava e vendia seus folhetos nas feiras da região. Além de folheteiro, Pedrosa foi também camelô e representante de vendas. Hoje, vive exclusivamente de recitar e divulgar seus trabalhos, gravados em CD e publicados em livros.

Algumas de suas obras

LIVROS:

Pilão de Pedra – 1988 – Ed. Jacira – Campina Grande – PB
Pilão de Pedra II – 1996 – Gráfica Inojosa – Recife – PE
Raízes da Terra – 2004 – Gráfica Universitária Recife – PE
Antologia Poética Sertão Caboclo – 2007 – Ed. Bagaço Recife – PE
Raízes do Chão Caboclo – 2011 – Ed. Coqueiro Recife – PE

CD:

Poesia Popular Nordestina – 1990
Meu Sertão – 1997
Sertão Caboclo – 2001
Paisagem Sertaneja – 2003
No Meu Sertão é Assim – 2005
Países do Chão Caboclo – 2007
Retalhos do Meu Sertão – 2010

DVD:

Causos e Contos – 2009 -Gravado ao vivo no Teatro de Santa Izabel

Com participação de Amazan, Zé Laurentino e Jessier Quirino