A coleção
ALENCAR NAS RIMAS DO CORDEL é composta de oito adaptações em cordel de
romances do escritor cearense José de Alencar (1829-1877), selecionados entre os
títulos mais relevantes de sua produção literária. Levando em conta a
diversidade de temáticas, foram escolhidos três romances indianistas, três
urbanos/de costumes e dois regionalistas. Oito cordelistas de reconhecimento
notório no meio literário foram selecionados para assinar as
versões:
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Títulos da Coleção
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Adaptadores
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Iracema
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Stélio
Torquato
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O Guarani
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Fernando
Paixão
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Ubirajara
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Godofredo
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Lucíola
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Marco
Haurélio
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A Viuvinha
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Rouxinol do
Rinaré
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Senhora
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Gadelha do
cordel
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O Sertanejo
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Evaristo
Geraldo
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O Tronco do Ipê
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Arievaldo
Viana
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José de Alencar
é um dos escritores cearenses de maior relevância no cenário nacional.
Considerado por muito analistas como o fundador de uma literatura nacional, suas
obras podem ser classificadas dentro de quatro tendências: indianistas,
urbanas/de costumes, regionais e históricas. Um dos primeiros a explorar
temáticas brasileiras como a fauna, a flora, o elemento indígena, a obra de
Alencar foi decisiva para criar uma feição nacionalista nas letras, valorizando
a língua portuguesa e a cultura brasileira. A obra de José de Alencar oferece
subsídios para entendimento da formação da sociedade brasileira, sobretudo em
relação ao elemento indígena e suas relações com o colonizador. É importante,
porém, fazer uma leitura crítica, considerado a época em que as obras foram
escritas e as interpretações da historiografia atual para os contextos expostos.
O cordel teve,
ao longo do tempo, estreita ligação com obras literárias em prosa. Desde o
século XIX, histórias europeias e orientais vêm sendo adaptadas em verso por
poetas nordestinos, constituindo-se no primeiro ciclo temático do cordel. A
adaptação de romances em cordel facilita o acesso a obras da literatura erudita,
sendo extremamente oportuna sua utilização na sala de aula e em projetos de
leitura. Além de atrair o leitor, por se utilizar de uma forma de expressão já
conhecida e apreciada, constituem-se em um estimulo a para uma leitura posterior
da obra original. Em relação ao romance brasileiro, um dos primeiros adaptados
para o cordel foi Iracema, pelo poeta Alfredo Pessoa, em 1927. O livreto
alcançou grande popularidade, sendo responsável por difundir a obra de Alencar
em um circuito de leitores oriundos da zona rural, com pouco grau de instrução
formal. Inspirado nessa experiência pioneira, esta coleção objetiva a difusão da
obra do escritor, da literatura de cordel, bem como os estudos críticos
relacionados aos contextos históricos e sociais.
Nota: A coleção ALENCAR
NAS RIMAS DO CORDEL integra o catálogo do ARMAZÉM DA CULTURA.
FONTE: CORDEL ATEMPORAL - www.marcohaurelio.blogspot.com








Em meio às homenagens que desde o ano passado antecipam o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga (a ser comemorado dia 13 de dezembro deste ano) - lembrado em festivais, medalhas de mérito, coleções de moda, livros, exposições e em espetáculos - vale destacar os lançamentos de discos com sua obra. Do mais simplório, como a coletânea "Gilberto Gil canta Luiz Gonzaga" (pela Warner Music, que reuniu versões já gravadas pelo baiano da obra do Rei), ao projeto de fôlego anunciado pela Sony, que até setembro devolverá às prateleiras o catálogo completo de Gonzagão (incluindo 60 álbuns e compilações de discos originalmente em 78 rotações), os lançamentos apontam para um dado seguro: a popularidade do mestre Lua continua em alta.

