quarta-feira, 8 de agosto de 2012

RUMO A BIENAL DE SÃO PAULO



Durante minha estada na BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO vou aproveitar para fazer divulgação e pré-lançamento de dois novos livros, adaptação de contos de Hans Christian Andersen - O SOLDADINHO DE CHUMBO E A BAILARINA DOURADA e JOÃO GRILO E CANCÃO DE FOGO TECENDO A ROUPA NOVA DO IMPERADOR, ambos em cordel, pela FRANCO EDITORA, de Juiz de Fora-MG.
Eis as capas e a sinopse das obras:

O SOLDADINHO DE CHUMBO E A BAILARINA DOURADA

Um menino recebe de presente uma bela coleção de soldadinhos
de chumbo, todos iguais. Exceto um, que se diferencia dos demais
por lhe faltar uma perna. O soldadinho perneta se apaixona
pela bailarina de papel e desperta a ira e a inveja de um palhacinho
malvado. Esse conto de Andersen aparece numa versão em literatura
de cordel.
Temas abordados: inveja, amor, aventura.



JOÃO GRILO E CANCÃO DE FOGO TECENDO
A ROUPA NOVA DO IMPERADOR

João Grilo e Cancão de Fogo, dois astutos trapaceiros, fazendo-se passar
por alfaiates, convenceram determinado imperador de que poderiam
fazer uma roupa muito bonita e cara, mas apenas as pessoas muito
inteligentes conseguiriam vê-la. Fingindo tecer fios invisíveis, os dois
trapaceiros receberam baús cheios de riqueza... Até que, um dia...
Temas abordados: esperteza, poder,vaidade.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

GONZAGÃO NA BIENAL DE SÃO PAULO


Dia 13 de agosto, segunda-feira, eu e Jô Oliveira estaremos na BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO lançando O REI DO BAIÃO, DO NORDESTE PARA O MUNDO, no estande da editora PLANETA JOVEM, a partir das 14h30. Nesse mesmo evento, lançarei a versão em cordel do romance O TRONCO DO IPÊ, do romancista cearense José de Alencar, pela editora ARMAZÉM DA CULTURA, juntamente com o poeta Stélio Torquato, que lançará sua versão de IRACEMA. A coleção com 8 títulos foi coordenada por ARLENE HOLANDA.


Jô Oliveira e Arievaldo Viana (Feira de Porto Alegre-RS)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Uma bela foto do nosso grande MESTRE, Luiz "Lula" Gonzaga (alguns preferem Lua, eu Lula), era para ter sido postada ontem - 02 de agosto - na data de seu falecimento, mas a correnteza louca dessa vida / me arrasta para bem longe dos meus "zamô".

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CENTENARIO DO REI


Será no próximo domingo, dia 29 de julho, a entrega do troféu GONZAGÃO CENTENÁRIO, na casa de shows KUKUKAIA, da Av. Pontes Vieira. A promoção é do radialista Pedrinho Sampaio. Estamos entre as pessoas agraciadas com esta maravilhosa comenda. Aproveitaremos o ensejo para lançar o livro "O REI DO BAIÃO, DO NORDESTE PARA O MUNDO", da Editora Planeta Jovem.
Em tempo: temos apenas 50 exemplares do mesmo em estoque e soubemos que as vendas estão disparadas em todo o Brasil. Breve a editora terá que fazer uma segunda tiragem.

TRILOGIA HOMENAGEIA O REI DO BAIÃO

Lua Music lança 50 versões inéditas de músicas de Luiz Gonzaga com artistas de diferentes gerações

Em meio às homenagens que desde o ano passado antecipam o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga (a ser comemorado dia 13 de dezembro deste ano) - lembrado em festivais, medalhas de mérito, coleções de moda, livros, exposições e em espetáculos - vale destacar os lançamentos de discos com sua obra. Do mais simplório, como a coletânea "Gilberto Gil canta Luiz Gonzaga" (pela Warner Music, que reuniu versões já gravadas pelo baiano da obra do Rei), ao projeto de fôlego anunciado pela Sony, que até setembro devolverá às prateleiras o catálogo completo de Gonzagão (incluindo 60 álbuns e compilações de discos originalmente em 78 rotações), os lançamentos apontam para um dado seguro: a popularidade do mestre Lua continua em alta.

É talvez o mais lembrado centenário de 2012, que marca ainda um século de artistas como o cineasta Amâncio Mazzaropi, o compositor Herivelton Martins e o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues. Este mês, mais um necessário lançamento em CD vem somando pontos para Luiz: "100 anos de Gonzagão", da gravadora Lua Music. O álbum triplo traz 50 regravações inéditas de músicas do repertório do Rei do Baião, dando sequência à serie da gravadora que em 2009 homenageou os 100 anos de Ataulfo Alves, em 2010, de Adoniran Barbosa e, no ano seguinte, o centenário de Nelson Cavaquinho.

O projeto tem direção musical e arranjos de Rovilson Pascoal e André Bedurê, sob produção artística e executiva de Thiago Marques Luiz. Seguindo a linha dos discos sob orientação de Thiago, o triplo de Luiz Gonzaga reúne artistas de diferentes gerações e estilos, alargando as possibilidades de interpretações da obra do mestre. A seleção é dedicada a Dominguinhos, "o maior seguidor da herança musical deixada por Luiz Gonzaga", cita o encarte.

(...)

Leia matéria completa aqui:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1163276

sexta-feira, 20 de julho de 2012

REENCONTRO NA FEIRA DO CORDEL


A I Feira Brasileira do Cordel, realizada no período de 17 a 19 de julho, no Centro Dragão do Mar, foi um sucesso absoluto. Superou as expectativas do público e, principalmente dos seus organizadores. Boas vendas, ótimo astral e bons reencontros. Na foto acima, apareço com os amigos Marcelo Soares (de Timbaúba-PE), Bule-Bule (Salvador-BA) e o mestre Chico Pedrosa, paraibano radicado em Olinda-PE. A foto é Marco Haurélio.

Na foto abaixo, encerramento da feira, com a falta de alguns participantes como Geraldo Amâncio e Zé Eufrásio, que já haviam deixado o ambiente.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

NO DRAGÃO DO MAR...



Fortaleza sedia I Feira Brasileira do Cordel

A Literatura de Cordel está com a corda toda. Gênero literário surgido no Nordeste,o Cordel teve em Leandro Gomes de Barros (1865-1918), paraibano de Pombal, seu primeiro grande difusor e seu criador mais ilustre. Autor de clássicos que se imortalizaram em mais de um século, a exemplo de Juvenal e o Dragão, O Cachorro dos Mortos e A Donzela Teodora, Leandro é a referência maior da atual geração de cordelistas, na qual brilham nomes como o de Klévisson Viana, Rouxinol do Rinaré, Arievaldo Viana e Marco Haurélio.

É justamente Klévisson Viana, cearense de Quixeramobim, poeta popular, editor e ilustrador, o idealizador da I Feira Brasileira de Cordel, que terá como palco o Centro Cultural Dragão do Mar, um dos mais respeitáveis espaços culturais de Fortaleza. Entre os dias 17 e 19 de julho, a capital cearense receberá alguns dos mais representativos criadores da poesia popular, entre os quais os baianos Bule-Bule e Marco Haurélio, os paraibanos Chico Pedrosa e Chico Salles, o carioca Fábio Sombra e o pernambucano Marcelo Soares. O Ceará estará muito bem representado nas vozes dos consagrados repentistas Geraldo Amâncio e Zé Maria de Fortaleza, além de rodas de declamação com Paulo de Tarso, Rouxinol do Rinaré, Francisco Melchíades, Lucarocas, Arievaldo Viana, Evaristo Geraldo e o curador do evento, Klévisson Viana.

A primeira edição da feira homenageará os cem anos de nascimento de Joaquim Batista de Sena, um dos maiores cordelistas de todos os tempos  e estarão expostos à venda folhetos e livros de várias editoras, como Tupynanquim, Nova Alexandria, Luzeiro, Conhecimento, Hedra, Coqueiro, além das entidades apoiadoras, como a ABC (Academia Brasileira de Cordel), CECORDEL (Centro de Cordelistas do Nordeste) e ILGB (Instituto Leandro Gomes de Barros).

A realização do evento se tornou possível a partir da seleção do projeto da AESTROFE (Associação de Trovadores, Folheteiros e Escritores do Ceará) pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, no ano de 2010.



SERVIÇO:

I FEIRA BRASILEIRA DO CORDEL

Data: 17, 18 e 19 de julho

Horário: Das 16h às 21h30

Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Informações: 3217-2891 | 9675-1099

aestrofe@gmail.com

segunda-feira, 16 de julho de 2012

JACKSON DO PANDEIRO EM CORDEL


Em julho deste ano completou 30 anos da morte de um dos maiores artistas nordestinos de todos os tempos, o inesquecível JACKSON DO PANDEIRO. Pedro Paulo Paulino, do blog VILA CAMPOS ONLINE, resgatou esse cordel do poeta JUNIOR DO BODE, publicado no blog da FATITA VIEIRA:

JACKSON DO PANDEIRO: BIOGRAFIA EM CORDEL

Autor: Júnior do Bode*

Celebremos o talento
De um artista verdadeiro
Rei do ritmo popular
Imortal no cancioneiro
Vulto de Orfeu no Nordeste
É o Jackson do Pandeiro.

Nasceu José Gomes Filho**
Numa cidade brejeira
De nome Alagoa Grande
Sua mãe foi cantadeira
De coco, e José cresceu
Vendo o cantador de feira.

No Agreste da Paraíba
Onde passou a infância
Desde novo na enxada
Trabalhando numa “estância”
E o sonho de ter sanfona
Acordava-lhe com ânsia.

E quem lhe deu um presente
Foi a mãe, Flora Mourão
Mas não deu o que queria
Pois não tinha condição
Em vez d’um fole, um pandeiro
E houve a conformação.

Sua mãe cantava coco
Pelo folguedo e tocava
Zabumba e também ganzá
Onde José se espelhava
Pra depois formar o Jackson
Que no coco iniciava.

Aos treze anos mudou-se
Com a família pra Campina
Grande, atrás de melhora
Na pobreza nordestina
Sempre, sempre trabalhando
E cantando a sua sina.

Certa vez foi ao cinema
Pra ver um filme com Jack (Jeque)
Um ator de faroeste
Antes que o encanto seque
Adotou Jack pra si
Brincadeira de moleque.

“O meu nome é José Jack”
Jackson se nomeava
Sua mãe achava estranho
Quando o povo lhe chamava
De “Zé Jack” – “Ô Zé Jack”
E umas lapadas, lhe dava.

Mas a vontade de ser
Um artista era mais forte
Cantava coco, rojão
Com samba aumentou o porte
E baião, frevo, xaxado
Todos os ritmos do norte.

(...)

VER POSTAGEM COMPLETA AQUI:

Via BLOG FATITA VIEIRA: http://fatitavieira.blogspot.com.br/

Ou: www.vilacamposonline.blogspot.com

 *O autor do cordel é o sertanejo Junior do Bode, estudante, trabalha no Memorial Luiz Gonzaga, da Prefeitura do Recife. Tem diversos cordéis publicados, já participou de várias coletâneas poéticas e publicou o livro “Cuia de poeta cego / Tem verso de toda cor”.

 **Jackson do Pandeiro nasceu em 31 de agosto de 1919.