Luiz Gonzaga - 50 anos de chão - disco 1
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TREZE DE DEZEMBRO, A CANÇÃO
Começam hoje (oficialmente) em todo o país, especialmente no Nordeste, as comemorações alusivas ao centenário de Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, a voz mais expressiva da música nordestina e uma das principais matrizes criativas da MPB.
Em 05 de fevereiro 1953 no auge de sua parceria com Zedantas, Luiz Gonzaga volta a gravar uma música instrumental, coisa que vinha abandonando aos poucos desde que começara a fazer sucesso como cantor. No lado “A” do bolachão de cera estava o sucesso “Xote das meninas” e no lado “B” a bela composição instrumental. Trata-se do chorinho “Treze de dezembro”, referência explícita à data de seu nascimento, gravação de insuperável beleza, lançada em maio do mesmo ano (80-1108-B, matriz BE3VB-0008). A composição nascera em dezembro de 1952, quando Gonzaga completara 40 anos e o amigo Zedantas surgiu com o tema quase pronto... Digo “quase” porque faltava a música receber o toque mágico, a roupagem tecida pela sanfona do mestre “Lua’, que prova de maneira incontestável ser um grande instrumentista nessa ótima gravação.
Muito tempo depois, numa singela homenagem ao mestre, o compositor baiano Gilberto Gil resolveu colocar uma letra na canção que acabou sendo gravada por Elba Ramalho num de seus melhores discos, o CD “Leão do Norte”, de 1996.

TREZE DE DEZEMBRO
Melodia de Luiz Gonzaga e Zedantas
Letra de Gilberto Gil
Gravação de Elba Ramalho no CD Leão do Norte
Bem que esta noite eu vi gente chegando
Eu vi sapo saltitando
E ao longe ouvi o ronco alegre do trovão
Alguma coisa forte pra valer
Estava para acontecer na região
Quando o galo cantou
Que o dia raiou eu imaginei
É que hoje é treze de dezembro e a treze de dezembro
Nasceu nosso rei
O nosso rei do baião
A maior voz do sertão
Filho do sonho de D. Sebastião
Como fruto do matrimônio
Do cometa Januário
Com a estrela Santana
Ao nascer da era do Aquário
No cenário rico das terras de Exu
O mensageiro nu dos orixás
É desse treze de dezembro
Que eu me lembrarei e sei que não me esquecerei jamais.
Eu vi sapo saltitando
E ao longe ouvi o ronco alegre do trovão
Alguma coisa forte pra valer
Estava para acontecer na região
Quando o galo cantou
Que o dia raiou eu imaginei
É que hoje é treze de dezembro e a treze de dezembro
Nasceu nosso rei
O nosso rei do baião
A maior voz do sertão
Filho do sonho de D. Sebastião
Como fruto do matrimônio
Do cometa Januário
Com a estrela Santana
Ao nascer da era do Aquário
No cenário rico das terras de Exu
O mensageiro nu dos orixás
É desse treze de dezembro
Que eu me lembrarei e sei que não me esquecerei jamais.
No link abaixo, um redirecionamento para o maravilhoso site FORRÓ EM VINIL (www.forroemvinil.com) onde a gravação de Elba encontra-se disponível para download.
Para baixar esse disco: http://www.forroemvinil.com/?p=7








